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Pesquisa

Datafolha: 54% rejeitam como Bolsonaro combate pandemia de Covid-19

Outros 22% avaliam que a gestão do governo federal na crise é boa ou ótima. Os entrevistados também foram questionados sobre quem são os culpados pela situação. Confira

Publicado em 17 de Março de 2021 às 11:24

Agência Estado

Publicado em 

17 mar 2021 às 11:24
Presidente Jair Bolsonaro na VI Reunião Extraordinária de Presidentes do PROSUL (videoconferência)
Presidente Jair Bolsonaro na VI Reunião Extraordinária de Presidentes do PROSUL (videoconferência) Crédito: Marcos Corrêa/PR
Pesquisa Datafolha aponta que a rejeição à forma do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) combater a pandemia do novo coronavírus atingiu a maior marca, com 54% dos brasileiros que avaliam sua gestão como ruim ou péssima. Essa taxa representa um aumento de 6 pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior, realizada entre 20 e 21 de janeiro. O novo índice de rejeição foi auferido na semana em que o país enfrenta incertezas com o comando do Ministério da Saúde durante a pior fase da crise sanitária, com a escassez de leitos e de vacinas em todas as regiões.
De acordo com o levantamento, o porcentual dos brasileiros que avaliam a gestão da pandemia como ótima ou boa caiu 4 pontos e está em 22% dos brasileiros. Os que avaliam como regular oscilaram negativamente 1 p.p. e estão em 24%.
Entre os grupos que melhor avaliam positivamente o presidente estão 38% dos empresários, 29% dos habitantes da região Centro-Oeste e Norte, 27% dos que têm entre 45 a 59 anos e 27% dos evangélicos.
Entre os que pior avaliam negativamente o presidente estão 65% dos que têm ensino superior, 61% dos pretos, 60% dos funcionários públicos e 58% das mulheres.

O PRINCIPAL CULPADO

Para 43% dos entrevistados, o presidente é o principal culpado pela atual situação. Nesta terça-feira (16), o país registrou novo recorde de mortes com 2.798 vítimas em 24h, o que elevou o total para 282.400 óbitos. Governadores são vistos como os principais responsáveis por 20% da população e os prefeitos, por 17%.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2.023 pessoas entre os dias 15 e 16 de março e tem margem de erro de 2 p.p. para mais ou menos.
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