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Em São Paulo

Com ciúmes do ex-marido, mulher mandou matar a atual dele

A prisão da suspeita foi pedida à Justiça pelo DHPP. Outras duas pessoas, que teriam executado o crime, também tiveram as prisões solicitadas

Publicado em 09 de Maio de 2025 às 10:33

Agência FolhaPress

Publicado em 

09 mai 2025 às 10:33
A professora de matemática Fernanda Reinecke Bonin, 42, encontrada morta em terreno baldio
A professora de matemática Fernanda Reinecke Bonin, 42, encontrada morta em terreno baldio Crédito: Reprodução/TV Globo
A Polícia Civil concluiu que a veterinária Fernanda Loureiro Fazio, 45, mandou matar a ex-mulher, a professora Fernanda Reinecke Bonin, 42, por ciúmes, segundo o DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa). A prisão da suspeita foi pedida à Justiça pelo DHPP. Outras duas pessoas, que teriam executado o crime, também tiveram as prisões solicitadas.
Na quinta-feira (8), foi preso um homem flagrado por câmera de monitoramento abandonando o carro da professora na rua Ricardo Moretti, na região do autódromo de Interlagos, zona sul de São Paulo, de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública). Ele admitiu à polícia que havia abandonado o veículo, mas disse que não participou do assassinato.
As identidades do homem e dos outros suspeitos não foram divulgadas. O veículo da vítima, um Hyundai Tucson, foi encontrado no sábado (3). Dentro, havia uma faca e um celular. O corpo de Bonin foi localizado no dia 28 de abril, com um cadarço enrolado no pescoço, na avenida João Paulo da Silva, na Vila da Paz.
Segundo o boletim de ocorrência, a ex-mulher da professora declarou em depoimento que as duas estavam em fase de reconciliação e não moravam juntas. As duas tinham um relacionamento de oito anos e dois filhos juntas. Segundo a veterinária, chegaram a fazer terapia para tentar retomar o relacionamento. Na tarde de domingo (27), de acordo com o boletim de ocorrência, Fazio alegou que teve problemas na marcha do carro e, por isso, teria pedido ajuda a Bonin, que saiu de casa sozinha. Passados 30 minutos, ela não chegou ao local combinado.
A marcha do carro da veterinária voltou a engatar e ela foi até o condomínio da professora, mas o porteiro não soube dar informações se ela tinha saído ou não. No dia seguinte, como Bonin não apareceu no trabalho, a veterinária acionou a Polícia Militar e passou a procurá-la em hospitais.

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