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Polêmica

Com 113 mil mortes, Bolsonaro promove evento 'Brasil vencendo a Covid-19'

Cerimônia será realizada no Palácio do Planalto e aberta à imprensa

Publicado em 22 de Agosto de 2020 às 13:29

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 ago 2020 às 13:29
Presidente Jair Bolsonaro acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participa na segunda-feira (24) do evento "Encontro Brasil vencendo a covid-19", que será realizado no Palácio do Planalto.
A cerimônia está prevista para ocorrer às 11h, será aberta à imprensa e terá transmissão ao vivo pela TV Brasil, emissora do governo. O Planalto não forneceu mais detalhes sobre o evento.
Na sexta (21), o Brasil alcançou a marca de 113.454 mortes provocadas pelo novo coronavírus. O número de pessoas que já foram infectadas no país é de 3.536.488.
Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que 2.670.755 pacientes conseguiram se recuperar da doença. Outros 748.217 seguem em acompanhamento.
No mundo, apenas os Estados Unidos têm números piores, com quase 175 mil mortos e mais de 5,6 milhões de casos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.
Logo atrás do Brasil vêm o México, em número de óbitos (59.106); e a Índia, em número de infectados (2,9 milhões).
Bolsonaro e ao menos oito ministros de seu governo foram infectados pelo coronavírus.
A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também contraiu o vírus. Tanto o presidente quanto a primeira-dama e os ministros não tiveram quadros graves da doença e já se recuperaram.
O presidente tem desincentivado medidas apontadas por médicos e cientistas como eficazes para desacelerar a transmissão do vírus.
Bolsonaro é um crítico das medidas de isolamento social e, na quarta-feira (19), contestou a eficácia do uso de máscaras de proteção facial.
A afirmação vai na contramão do que dizem autoridades sanitárias de diversos países e das recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde), cujo trabalho se baseia em evidências científicas.
O presidente chegou a vetar trecho de uma lei que tornava obrigatório o uso de máscaras em escolas, comércios, indústria e igrejas.
O veto foi derrubado pelo Congresso Nacional e o uso da máscara voltou a ser obrigatório nesses estabelecimentos.
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