Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • CNJ aprova política de combate ao assédio e discriminação no Judiciário
Justiça

CNJ aprova política de combate ao assédio e discriminação no Judiciário

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça validou a obrigação de tribunais instituírem comissões para trabalhar no enfrentamento ao assédio e discriminação

Publicado em 21 de Outubro de 2020 às 16:29

Redação de A Gazeta

Publicado em 

21 out 2020 às 16:29
CNJ
O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a medida em julgamento Crédito: Gil Ferreira/Agência CNJ/Arquivo
Por decisão unânime, o Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, em julgamento por videoconferência nesta terça-feira (20), uma resolução que institui no Poder Judiciário a 'Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação'.
Na prática, o dispositivo obriga tribunais a instituírem comissões para trabalhar no enfrentamento ao assédio e discriminação no âmbito das relações socioprofissionais no Judiciário. Os grupos de trabalho vão desenvolver planos estratégicos de monitoramento, avaliação e fiscalização para, em última instância, desenharem políticas de prevenção e combate ao assédio moral e sexual. As comissões também estarão incumbidas de denunciar eventuais ocorrências para abertura de procedimento disciplinar.
"As comissões ficarão responsáveis por contribuir para o desenvolvimento de diagnóstico institucional; solicitar relatórios, estudos e pareceres; sugerir medidas de prevenção, orientação; representar aos órgãos disciplinares a ocorrência de quaisquer formas de retaliação; fazer recomendações; articular-se com entidades públicas ou privadas que tenham objetivos idênticos; e alertar sobre a existência de ambiente, prática ou situação favorável ao assédio moral ou assédio sexual", informou o CNJ.
Outra medida que se torna obrigatória é a manutenção de canais de acolhimento, escuta, acompanhamento e orientação às vítimas e profissionais afetados por situações de assédio e discriminação no ambiente institucional.
Ao aprovar a resolução, o ministro Luiz Fux, presidente do Conselho Nacional de Justiça, destacou a importância do enfrentamento e superação das injustiças de gênero e todas as formas de discriminação.
"A aprovação é de uma importância ímpar. Trata-se de um tema muito importante e é um momento de afirmação do CNJ frente a novas perspectivas de problemas que estão no âmbito do Judiciário, como assédio moral, sexual e a discriminação", afirmou.
Relatora do ato normativo, a conselheira Tânia Regina Silva Reckziegel defendeu um 'compromisso com a construção de relações mais justas' nas instâncias judiciárias e a realização de uma 'cultura institucional orientada para o enfrentamento e a superação das injustiças de gênero e todas as formas de discriminação'.
"Precisamos nos comprometer, como instituição, para que o bem-estar e a dignidade dos servidores sejam garantidos e o valor social do trabalho, reconhecido. Devemos estar atentos a atitudes de humilhação, discriminação, assédio e isolamento. Temos que desenvolver a cultura da autoridade cooperativa e do compromisso com a efetividade dos serviços judiciários", disse em seu voto.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

João Paulo da Silva Ribeiro (destaque) é suspeito de matar Jarbas Guedes Batista
Cena alterada e contradições levaram à prisão de suspeito de matar namorado em Vila Velha
Osvaldo Maturano foi condenado a ressarcir o erário e pagar multa no mesmo valor após a Justiça apontar uso de servidores do gabinete para fins privados; decisão é do dia 27 de abril e ainda cabe recurso
Presidente da Câmara de Vila Velha é condenado por uso de assessores em serviço particular
Senac tem vagas abertas cursos em diversas áreas de conhecimento
Senac abre 3.000 vagas em mais de 150 cursos de graça no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados