Publicado em 9 de setembro de 2021 às 17:54
Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, caminhoneiros indicaram que devem continuar mobilizados até serem recebidos pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Pacheco é pressionado por caminhoneiros bolsonaristas a avaliar pedido para abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), principal alvo de Bolsonaro na Corte. >
Dois dias após os atos antidemocráticos de 7 de Setembro, caminhoneiros que são a favor do governo ainda promovem manifestações em rodovias de 13 Estados nesta quinta-feira (09), mas a Polícia Rodoviária Federal conseguiu zerar bloqueios nas estradas. As pautas são as levantadas por Bolsonaro, com ênfase nas críticas ao STF e nos pedidos pela destituição de Moraes.>
"A gente estabeleceu uma pauta de entrega de um documento ao senador Rodrigo Pacheco e até o momento infelizmente não tivemos êxito nisso. Permanecemos no aguardo de ser recebido pelo mesmo. Talvez existam algumas questões. Quanto tempo vai durar? Já antecipo: nós estamos aguardando sermos recebidos pelo Senador Rodrigo Pacheco. Até que isso seja realizado estamos mobilizados em todo o Brasil", afirmou disse Francisco Dalmora Burgardt, conhecido como "Chicão Caminhoneiro", que disse não ser possível adiantar quais reivindicações estarão no documento destinado a Pacheco.>
Tanto Chicão como o outro transportador autônomo que falou com jornalistas após a reunião afirmaram que Bolsonaro não lhes fez nenhum pedido. Ontem, pressionado pelo temor do efeito das paralisações na economia, Bolsonaro circulou um áudio pedindo que os caminhoneiros liberassem as rodovias.>
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"O presidente não nos pediu nada. Nós estamos aqui numa visita de cortesia visto que viemos ao Senado, infelizmente até o momento não pudemos ser recebidos, e como estamos mobilizados aqui aproveitamos a oportunidade de estar com o presidente, que foi muito cordial. E estamos avançando no sentido de construir uma agenda que seja positiva para todo o povo brasileiro", disse Chicão.>
Presente na reunião, a deputada e aliada de Bolsonaro Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que o presidente "não controla o movimento", mas que teria repetido sua preocupação com "os mais vulneráveis" diante das paralisações nas rodovias. "O presidente externou para eles a preocupação com os mais vulneráveis na questão da paralisação, e foi ouvido por eles, e a voz deles na verdade é a voz do povo brasileiro", disse a deputada.>
Caminhoneiro do Mato Grosso, Cleomar Araújo afirmou que a pauta dos manifestantes "sempre foi o STF via Senado". "Nossa pauta nunca foi com o presidente, nossa pauta sempre foi STF via Senado. O Senado teria obrigação de atender e tentar resolver a nossa questão. A insatisfação do povo brasileiro com o judiciário. Seria isso", disse Araújo. Chicão Caminhoneiro declarou ainda que as mobilizações não têm relação com o preço atual dos combustíveis.>
"Estamos mobilizados pelo direito de liberdade, de expressão, manifestação. O povo infelizmente está sendo impedido de se posicionar em muitas questões e precisamos que isso mude, que a Constituição seja respeitada", disse.>
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