Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Bolsonaro faz menção homofóbica contra senador e diz que comissão teme Malafaia
CPI da Covid

Bolsonaro faz menção homofóbica contra senador e diz que comissão teme Malafaia

O presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores defendem a ida do pastor evangélico a CPI na tentativa de descredibilizar a comissão

Publicado em 28 de Maio de 2021 às 15:31

Agência FolhaPress

Publicado em 

28 mai 2021 às 15:31
07/05/2020 Reunião com Ministros da Casa Civil, Economia e o Presidente-Executivo do Instituto Aço Brasil
(Brasília - DF, 07/05/2020) Presidente da República, Jair Bolsonaro.

Foto: Marcos Corrêa/PR
Presidente Jair Bolsonaro reagiu à CPI da Covid com xingamento, ironias e provocações a integrantes da comissão. Crédito: Marcos Correa/ PR
Após mais um depoimento desfavorável à gestão federal no combate ao coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro reagiu à CPI da Covid nesta quinta-feira (27) com xingamento, ironias e provocações a integrantes da comissão.
Bolsonaro está em São Gabriel da Cachoeira (AM) e começou a edição de sua live semanal dizendo que indígenas usaram um chá de raízes para evitar mortes provocadas pela Covid. Como o tratamento não tem comprovação científica, o presidente comparou a iniciativa ao consumo de hidroxicloroquina, usada na região para a malária, o que é previsto na bula do medicamento.
"Poderia a nossa querida CPI do Senado, que tem lá como presidente o senador Omar Aziz, eu sei que você não pode convocar, porque os índios não se enquadram nesta questão de convocação, são protegidos por lei, mas poderiam convidar para ouvi-los e levar, quem sabe aí, o chá de carapanaúba, saracura e jambu lá nos balaios", afirmou Bolsonaro.
Possivelmente por receio de ter sua transmissão interrompida pelas redes por divulgar tratamento sem eficácia, Bolsonaro, mais uma vez, não citou o nome do medicamento, referindo-se a ele, por exemplo, como "aquilo que eu mostrei à ema".
"Não mata, pessoal. Não mata. Assim como esse chá aqui não mata", afirmou Bolsonaro após indagar militares presentes sobre o consumo da hidroxicloroquina para tratamento de malária.
Bolsonaro voltou a criticar projeto de lei apresentado pelo presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), que integra o grupo de parlamentares crítico à atuação do governo na pandemia.
A proposta tipificava como crime a prescrição de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais sem comprovação científica. Bolsonaro explorou o projeto em suas redes sociais. Aziz informou durante sessões da CPI que ele mesmo recolheu o texto após ser criticado por médicos.
"Era para me atingir também. Se eu voltasse a falar aquilo que eu mostrei para a ema, eu também pegaria três anos de cadeia. Omar Aziz, parabéns, Omar Aziz, presidente da CPI, tu que é do estado do Amazonas. Estou no teu estado aqui, que vergonha, hein?", disse Bolsonaro na live.
"Essa é a nossa CPI da Covid", afirmou o presidente. "Omar Aziz, pelo amor de Deus, né, eu não quero entrar em detalhe aqui para discutir como era a saúde no teu estado o tempo que o senhor foi governador aqui e o que aconteceu depois", insistiu Bolsonaro.
Ao falar do vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Bolsonaro fez um comentário considerado homofóbico e referiu-se ao parlamentar no feminino.
"Agora, tem uma saltitante na comissão que queria me convocar. É brincadeira, né? Ô, saltitante, está de brincadeira. Não tem o que fazer não, saltitante?", disse o presidente, referindo-se a requerimento apresentado por Randolfe para que Bolsonaro fosse convocado a depor na CPI. O pedido não foi votado pela comissão.
Bolsonaro reclamou que a CPI insiste em saber quem o aconselha e solicitou que o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, fosse convocado.
"Por que vocês não convocam o Malafaia? Estão com medo do Malafaia? É uma das pessoas que eu mais converso. Agora vêm com esse papinho 'ah, não vou convocar porque ele é um assessor espiritual'. Ah, vá plantar batata, CPI. Ele fala sobre muita coisa comigo. Convoca o Malafaia, pô! Estão com medo do Malafaia ou estão com medo dos evangélicos?", indagou Bolsonaro, salientando que o pastor "jamais será intimidado".
Na mesma live, Bolsonaro voltou a criticar medidas restritivas adotadas por prefeitos e governadores na intenção de controlar a disseminação da pandemia.
"Ninguém aguenta mais esses lockdowns, estes isolamentos por aí. Ninguém aguenta mais isso. Respeitamos, lamentamos as mortes? Lamentamos. Todas as mortes. Todas as mortes, sem exceção. A morte é uma coisa que todo mundo, o óbvio, todo mundo vai passar por ela e não vai sentir", afirmou.
Na live, Bolsonaro não mencionou a ação direta de inconstitucionalidade levada por ele ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar decretos que estabelecem medidas de lockdown e toque de recolher no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e no Paraná.
A AGU (Advocacia-Geral da União) só divulgou o documento depois da transmissão.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

BR 262 é liberada após cratera se abrir em Venda Nova do Imigrante
Obra em trecho da BR 262 em Venda Nova termina até dezembro, diz DNIT
Caian Zattar fez "Malhação"
Mesmo na TV e filho de famosos, ator de ‘Malhação’ trabalha em loja "para não passar fome"
Tininho Batista foi prefeito de Marataízes de 2017 a 2024.
TRE-ES barra candidatura de ex-prefeito de Marataízes

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados