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"É grave prender um parlamentar"

Bolsonaro diz que foi avisado 'várias vezes' de ameaças de prisão de Carlos

Carlos foi o marqueteiro de Bolsonaro nas eleições de 2018 e é acusado de compartilhar fake news para o pai ganhar as eleições

Publicado em 28 de Abril de 2022 às 10:14

Agência FolhaPress

Publicado em 

28 abr 2022 às 10:14
O presidente Jair Bolsonaro (PL) diz ter sido informado "várias vezes" de ameaças de prisão contra o seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), por fake news. A declaração foi dada nesta quarta-feira (27) em evento no Palácio do Planalto batizado de Ato Cívico pela Liberdade de Expressão. Para o presidente, uma eventual prisão de seu filho seria grave. Carlos foi o marqueteiro de Bolsonaro nas eleições de 2018 e é acusado de compartilhar fake news para o pai ganhar as eleições.
O presidente Jair Bolsonaro (centro) com seus filhos: Flávio, Carlos, Eduardo e Renan
O presidente Jair Bolsonaro (centro) com seus filhos: Flávio, Carlos, Eduardo e Renan. Crédito: Reprodução/Twitter
"O cerceamento da liberdade de expressão, o cerceamento das mídias sociais não atinge apenas a mim. Porque quem foi meu marqueteiro? O Carlos Bolsonaro, que por várias vezes chegou para mim informes de ameaça de prisão por fake news", disse Bolsonaro. "Prender um filho do presidente por fake news. É grave? É. Como é grave prender qualquer um brasileiro. Mais grave ainda é prender um parlamentar."
O evento desta quarta no Palácio do Planalto foi, na prática, um endosso ao perdão concedido por Bolsonaro ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), em decreto publicado menos de 24 horas após o STF (Supremo Tribunal Federal) condenar o parlamentar a oito anos e nove meses de cadeia por ataques à democracia e às instituições.
O presidente também ampliou os ataques contra o STF e colocou sob suspeita o sistema eletrônico de votação. Em um dos trechos de seu discurso, Bolsonaro se atrapalhou com as palavras e disse que "o chefe do Executivo mente" - exatamente o cargo correspondente ao Presidente da República.
Na verdade, Bolsonaro referia-se a Roberto Barroso, que foi presidente do TSE.
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