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Liberou emendas

Bolsonaro: "A gente não compra o Parlamento. O PT comprava"

O governo Bolsonaro chegou a distribuir R$ 20,1 bilhões em emendas de relator no Orçamento de 2020, dos quais R$ 3 bilhões foram destinados a grupo de parlamentares aliados para a compra de tratores e equipamentos agrícolas

Publicado em 07 de Julho de 2021 às 18:40

Agência Estado

Publicado em 

07 jul 2021 às 18:40
Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro Crédito: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quarta-feira (7), que seu governo não utiliza recursos públicos para comprar apoio do Congresso. Apesar das afirmações de Bolsonaro, o governo chegou a distribuir R$ 20,1 bilhões em emendas de relator no Orçamento de 2020, dos quais R$ 3 bilhões foram destinados a grupo de parlamentares aliados para a compra de tratores e equipamentos agrícolas acima dos valores de referência.
Os repasses, em dezembro do ano passado, foram efetuados logo após as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, das quais candidatos apoiados pelo Planalto saíram vencedores.
Em entrevista à Rádio Guaíba, Bolsonaro citou o mensalão, esquema de corrupção por meio do qual o governo Lula desviava verbas para beneficiar parlamentares da base aliada. "No passado, o PT comprava, sim, o Parlamento. Eu quero que a população olhe o padrão dos nossos ministros", disse o presidente.
Após elogiar o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, Bolsonaro lembrou a passagem de Gilberto Kassab pelo comando da Pasta durante o governo do ex-presidente Michel Temer. "Kassab não sabia a diferença entre gravidade e gravidez", ironizou Bolsonaro.
O presidente voltou a falar do voto impresso e admitiu que o momento não é propício para a discussão da matéria no Congresso. "Não podem botar em votação, porque vão perder por causa da interferência do ministro (Luís Roberto) Barroso do Supremo Tribunal Federal, um péssimo ministro". Segundo Bolsonaro, Barroso articula oposição à emenda do voto impresso no Parlamento.

DIFERENÇA DE GÊNERO

O presidente criticou também a adaptação da linguagem para deixar de existir a diferenciação de gênero. "As mulheres fazem parte da nossa vida. Vou falar o óbvio: muita gente diz 'todos' e 'todas', mas o nosso português manda dizer apenas 'todos'. Pra quê isso? As mulheres são iguais a nós", afirmou o presidente que citou a suposta ideologia de gênero na diferenciação.

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