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Base de Lula quer pedido de indiciamento de Flávio Bolsonaro e Onyx na CPMI do INSS

Base de Lula quer pedido de indiciamento de Flávio Bolsonaro e Onyx na CPMI do INSS

Parlamentares vão apresentar parecer alternativo ao texto do relator da comissão, que pediu o indiciamento de Lulinha

Publicado em 27 de março de 2026 às 18:56

BRASÍLIA - Os deputados federais Alencar Santana (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) afirmaram nesta sexta-feira (27) que vão propor o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e do ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Onyx Lorenzoni, do governo Bolsonaro, na CPMI do INSS.

A base do governo votará contra o parecer do relator da comissão, Alfredo Gaspar (PL-AL), que pediu indiciamento e prisão preventiva de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em vez disso, vão propor um texto alternativo que vai mirar adversários, como mostrou o Estadão.

 Senador Flávio Bolsonaro durante entrevista
Base do governo quer o indiciamento de Flávio Bolsonaro na CPI do INSS Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Os parlamentares petistas criticaram o relatório proposto por Gaspar, se referindo ao conteúdo como "político partidário e ideológico, para propaganda eleitoral". Também sinalizaram a ausência de Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

"Um relatório que não indicia o Zettel não tem validade, no nosso entendimento. Zettel é sócio do Vorcaro e está sendo blindado desde o início da CPMI, porque ele deu R$ 5 milhões para o Bolsonaro e Tarcísio de Freitas", disse Correia.

Para os petistas que integram a comissão, o parentesco de Letícia Caetano dos Reis, sócia de Flávio Bolsonaro em um escritório de advocacia, com seu irmão, Alexandre Caetano dos Reis, é o bastante para pedir o indiciamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Alexandre era sócio do Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Também vão incluir Onyx Lorenzoni por causa da prestação de serviços de advocacia do filho do ex-ministro, Pietro Lorenzoni, à União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap), entidade investigada por descontos ilegais a aposentados do INSS.

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