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CPI da Covid

Aziz, após Bolsonaro chamar senadores de bandidos: "Pare de olhar no espelho"

A compra da Covaxin é investigada após o governo ter fechado um contrato com preço 1.000% maior do que anunciado seis meses antes

Publicado em 30 de Junho de 2021 às 17:25

Agência Estado

Publicado em 

30 jun 2021 às 17:25
Omar Aziz em entrevista antes do início da sessão da CPI da Covid em 30/06/2021
Omar Aziz em entrevista antes do início da sessão da CPI da Covid Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), rebateu o ataque do presidente Jair Bolsonaro ao chamado G-7, grupo que reúne senadores independentes e oposicionistas do colegiado. No momento em que a comissão começa a investigar denúncias de corrupção no governo federal, o chefe do Planalto chamou os senadores de bandidos.
"Eu vou aqui mandar uma mensagem: presidente, pare de olhar no espelho e falar com ele. Quando a gente fala para o espelho, dá nisso", disse Omar Aziz durante sessão da CPI da Covid. "Ele não explicou ainda para quem ele mandou investigar o caso da Covaxin, mas, de uma forma repetitiva, ataca membros dessa CPI, chamando de bandidos e outros adjetivos."
A compra da Covaxin é investigada após o governo ter fechado um contrato com preço 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela própria empresa fabricante, conforme o Estadão revelou. O Executivo decidiu suspender a aquisição. A CPI inaugurou uma nova linha de investigação com o depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e do servidor do ministério Luis Ricardo Miranda, irmão do parlamentar, na semana passada.
Os irmãos Miranda dizem ter avisado Bolsonaro sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo as doses do imunizante indiana, em reunião no dia 20 de março. De acordo com o deputado Luis Miranda, o presidente atribuiu o "rolo" a Ricardo Barros, que nega o envolvimento. "Ele não deu nenhum adjetivo ao deputado Miranda, que o acusou de prevaricação", disse Omar Aziz, em tom de provocação.
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