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Restrição a artefatos

Assembleia aprova projeto que proíbe fogos de artifício com barulho em SP

O texto será enviado para sanção ou veto do governador João Doria (PSDB). Ficam de fora da regra os produtos fabricados em São Paulo, mas comercializados em outros estados

Publicado em 20 de Maio de 2021 às 18:24

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 mai 2021 às 18:24
Fogos de artifício
Fogos de artifício Crédito: Pixabay
A Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) decidiu, nesta quinta-feira (19), pela proibição da queima, comercialização, armazenamento e transporte de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos com estampido no estado. O texto será enviado para sanção ou veto do governador João Doria (PSDB).
O substitutivo do projeto de lei 369/2019, de autoria do deputado Bruno Ganem (Podemos) e coautoria da deputada Maria Lúcia Amary (PSDB), foi aprovado com 52 votos favoráveis, 6 contrários e 2 abstenções.
Segundo a Alesp, ficam de fora da regra os produtos fabricados em São Paulo, mas comercializados em outros estados.
O texto prevê multa de R$ 4.300 ao infrator, no caso de pessoa física, e R$ 11,6 mil para empresas. Esses valores podem dobrar se houver reincidência em menos de seis meses.
A proibição de fogos com estampido é uma reivindicação antiga de protetores da causa animal. O barulho, no entanto, também afeta autistas e idosos.
“O projeto tem o propósito de preservar a saúde física das pessoas e animais. Os fogos de artifício com estampido, além de provocarem a poluição ambiental, perturbam e resultam em sérios prejuízos e transtornos irreparáveis em idosos, crianças, pessoas com deficiência, autistas, e causam medo e pânico nos animais, levando-os a reações descontroladas e perigosas”, diz a deputada Maria Lúcia.
De acordo com a Alesp, a deputada Marina Helou (Rede), que foi relatora nas comissões, destacou a importância do proposta, enquanto, para o deputado Douglas Garcia (PTB), o projeto pode gerar desemprego. Já Ganem afirmou que os fogos vão continuar existindo, “mas não aqueles que causam sofrimento”.
A redação final do projeto será elaborada e encaminhada ao Executivo. Se sancionada, o governo terá três meses, a partir da data de publicação, para regulamentar a lei e apontar os órgãos que serão responsáveis pela fiscalização.
Em março, o STF (Supremo Tribunal Federal) julgou constitucional lei do município de São Paulo que proíbe manuseio e uso de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que produzam barulho.
O julgamento atendeu a pedido da Assobrapi (Associação Brasileira de Pirotecnia). A entidade alegava conflito da lei com legislação federal e estadual sobre a tema.
O prefeito Bruno Covas sancionou em maio de 2018 a lei, que acabou suspensa por liminar concedida por Alexandre de Moraes, revogada em junho de 2019, e era questionada no Supremo por meio da ADPF (Arguição de Descumprimento de Fundamental).

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