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Aras diz ao STF que investiga Bolsonaro e ministros por defesa da cloroquina

O procurador-geral da República indicou que a instituição já estava a par das questões levantadas e pediu que a queixa-crime fosse negada, em razão das apurações já abertas

Publicado em 11 de Março de 2021 às 15:31

Agência Estado

Publicado em 

11 mar 2021 às 15:31
O procurador-geral da República, Augusto Aras, preside a 8ª sessão ordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF)
O procurador-geral da República, Augusto Aras, preside a 8ª sessão ordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) Crédito: José Cruz/Agência Brasil
procurador-geral da República, Augusto Aras, encaminhou manifestação ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta (10), informando que tramitam na instituição, para apuração disciplinar, quatro notícias de fato contra o presidente Jair Bolsonaro e ministros do governo federal em razão da defesa da utilização da cloroquina, da azitromicina e da ivermectina no tratamento da Covid-19, sem comprovação científica.
A indicação foi feita à ministra Rosa Weber, que encaminhou à PGR uma notícia-crime do PDT contra o presidente. Aras indicou que a instituição já estava a par das questões levantadas pelo partido e pediu que a queixa-crime fosse negada, em razão das apurações preliminares já abertas.
"Os fatos narrados pelo noticiante já são de conhecimento da Procuradoria-Geral da República, no âmbito da qual tramitam, para apuração preliminar, a Notícia de Fato 1.00.000 014993/2020-01, instaurada em desfavor do noticiado, bem como outros procedimentos instaurados em desfavor de Ministros de Estado em tese envolvidos nos fatos. Caso surjam indícios mais robustos da possível prática de ilícitos pelo requerido, serão adotadas as medidas cabíveis", registrou o PGR no documento.
Como mostrou a repórter Célia Froufe, na notícia crime apresentada ao Supremo, o PDT acusou Bolsonaro de expor a vida ou a saúde de pessoas a perigo direto e iminente. "Houve excessiva difusão da cloroquina, com prováveis ilegalidades no gasto do dinheiro público, quando não há sequer estudo científico que comprove a eficácia do medicamento no combate e prevenção ao novo coronavírus", alegou a legenda.

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