A Gazeta portal de notícias do Espirito Santo

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Anvisa diz que testes podem não detectar nova cepa do coronavírus
Pandemia

Anvisa diz que testes podem não detectar nova cepa do coronavírus

Mais contagiosa, a mutação do novo coronavírus vem se espalhando rapidamente e se tornando dominante na Inglaterra

Publicado em 02 de Janeiro de 2021 às 14:28

Agência Estado

Publicado em 

02 jan 2021 às 14:28
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta sexta-feira, dia 1º de janeiro, para a incapacidade de determinados testes detectarem uma variante do novo coronavírus. Ela foi encontrada primeiro no Reino Unido e já está presente no Brasil, conforme dois casos reportados em São Paulo.
Divulgação
A nova variante do vírus da covid-19 por enquanto não tem se mostrado resistente as vacinas já desenvolvidas contra a doença Crédito: Paul Biris
A Anvisa informou, por meio de nota técnica, que alguns tipos de ensaios podem não identificar essa nova cepa, mas que a maioria dos testes correntes no País usa métodos com alvos múltiplos, capazes de identificar a mutação, o que reduziria o impacto no diagnóstico.
Mais contagiosa, a mutação do novo coronavírus vem se espalhando rapidamente e se tornando dominante na Inglaterra. A variante vem sendo chamada de SARS-CoV-2 VUI 202012/01 (variante sob investigação ano 2020, mês 12, variante 01) ou cepa B.1.1.7.
Conforme sequenciamento feito no Reino Unido, a nova cepa tem 14 mutações, uma delas relacionada ao gene S do vírus. Segundo a Anvisa, a nova cepa pode não ser detectada por ensaios que utilizam exclusivamente o gene S como alvo ou por testes desenvolvidos utilizando esse mesmo gene como referência.
"A variante VUI 202012/01 identificada em diferentes países apresenta mutação que afeta o gene S, utilizado como alvo em diferentes ensaios diagnósticos, o que pode levar à incapacidade de detecção do vírus se este for o único alvo ou referência do modelo diagnóstico", adverte a agência.
Na nota, os técnicos da Anvisa ressaltam que existem no País diversos produtos seguros e eficazes para diagnóstico da cepa variante. A agência recomendou que os laboratórios adotem medidas que favorecem o diagnóstico, "como a utilização de produtos voltados a diferentes alvos virais".
"A maioria dos ensaios moleculares do tipo PCR regularizados no Brasil utilizam mais de um alvo, o que reduziria o impacto ao diagnóstico. Os laboratórios devem estar atentos às informações das instruções de uso dos produtos comerciais e aqueles que utilizam metodologia in house também devem estar cientes deste potencial problema", alertou a Anvisa.
Conforme a nota da Anvisa, estudos preliminares já indicaram que a variante do vírus é mais transmissível do que as anteriores, mas não existem ainda informações suficientes para determinar se é capaz de provocar quadros mais graves da covid-19, alterações na resposta de anticorpos e na eficácia da vacina.
A Anvisa destacou que são comuns mutações genéticas em vírus e que elas geralmente não provocam alterações significativas, nem impactam na sua propagação.
"São necessárias investigações laboratoriais complexas para compreender as implicações", informou a agência.

VACINAS

A Anvisa também divulgou um quadro atualizado das vacinas em análise no País. Nenhuma das quatro (AstraZeneca/Fiocruz, Sinovac/Butantan, Pfizer e Janssen) teve ainda pedido de uso emergencial ou de registro submetido à agência.
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Segundo a Anvisa, a vacina de origem russa Sputnik V não consta no quadro porque o pedido de anuência do estudo ainda está em análise.
"Não consideramos ainda como uma vacina em teste no Brasil. Assim que a agência concluir a análise do pedido de estudo, poderá ser incluída e todos poderão acompanhar o andamento", destacou a assessoria de comunicação do órgão.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
'Meus pais me ensinaram a reconhecer policiais à paisana na multidão': como foi minha infância fugindo do FBI
Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim
Princípio de motim deixa três detentos feridos em penitenciária de Cachoeiro
Christiano Deorce Benedito, de 54 anos
Integrantes de grupo criminoso suspeitos de matar empresário capixaba são presos no RJ

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.