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Éder Lemke

Artigo de Opinião

É presidente da Assevila e diretor executivo do Sicoob Coopermais
Éder Lemke

Vila Velha e o desafio de transformar oportunidades em desenvolvimento

O futuro das cidades não é obra do acaso. Ele nasce da capacidade de reunir pessoas, ideias e decisões em torno de objetivos comuns
Éder Lemke
É presidente da Assevila e diretor executivo do Sicoob Coopermais

Publicado em 05 de Junho de 2026 às 14:00

Publicado em 

05 jun 2026 às 14:00

Vila Velha vive um momento que merece atenção e, principalmente, participação.


Ao longo dos últimos anos, a cidade passou a reunir um conjunto de fatores que ajuda a explicar sua crescente relevância econômica no Espírito Santo. Investimentos públicos e privados, expansão imobiliária, melhorias em infraestrutura, fortalecimento do ambiente de negócios e novos projetos ligados à inovação passaram a desenhar um cenário de transformação que vai além do crescimento isolado de setores específicos.


Mas desenvolvimento não acontece apenas porque existem oportunidades. Ele depende de planejamento, capacidade de diálogo e construção coletiva.

Morro do Moreno, em Vila Velha SEMCOM/Prefeitura de Vila Velha

Toda cidade que cresce enfrenta também desafios proporcionais ao seu avanço. Mobilidade urbana, qualificação profissional, infraestrutura, modernização administrativa e organização territorial são temas que precisam caminhar no mesmo ritmo dos investimentos. Sem esse equilíbrio, o crescimento perde eficiência e deixa de gerar benefícios duradouros para a sociedade.


É justamente nesse ponto que o papel do associativismo empresarial ganha relevância.

As entidades empresariais não existem apenas para representar setores econômicos. Elas cumprem uma função estratégica ao criar pontes entre empresários, poder público, instituições e sociedade civil, ajudando a transformar demandas em agendas estruturadas de desenvolvimento.


Em Vila Velha, esse movimento vem ganhando força a partir de uma percepção cada vez mais clara: cidades competitivas são aquelas capazes de integrar vocações econômicas, estimular inovação e promover ambientes favoráveis para quem empreende, investe e gera emprego.


Não se trata de pensar apenas o presente. Trata-se de discutir qual cidade queremos construir nos próximos anos.

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Temas ligados a infraestrutura, energia, crédito, mobilidade, desenvolvimento regional e atração de investimentos deixaram de ser assuntos restritos aos especialistas e passaram a integrar uma discussão indispensável ao futuro econômico e social da cidade.


É nesse contexto que a Assevila cumpre seu papel de articuladora do ambiente de negócios, aproximando diferentes setores e contribuindo para que temas estratégicos avancem de forma organizada e conectada às necessidades da cidade.


Vila Velha reúne atributos que a colocam em posição privilegiada para avançar ainda mais nesse processo. O desafio agora é garantir que as oportunidades sejam transformadas em planejamento, articulação e decisões capazes de produzir prosperidade de longo prazo.


O futuro das cidades não é obra do acaso. Ele nasce da capacidade de reunir pessoas, ideias e decisões em torno de objetivos comuns.

 

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