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Luis Fiorotti

Artigo de Opinião

Engenheiro Civil e Segurança do Trabalho. Presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo (Senge-ES). Presidiu o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) entre 2006 e 2011
Luis Fiorotti

Segurança no trabalho é ato coletivo

Este 28 de abril marca o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho
Luis Fiorotti
Engenheiro Civil e Segurança do Trabalho. Presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Espírito Santo (Senge-ES). Presidiu o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) entre 2006 e 2011

Publicado em 28 de Abril de 2026 às 10:00

Publicado em 

28 abr 2026 às 10:00

Acidentes são inerentes à vida, por isso a segurança está tão presente na nossa rotina. Ao dirigir, use cinto de segurança. Ao descer a escada, use o corrimão de apoio. Esses mecanismos de gestão de risco também estão no dia a dia de empresas e profissionais das diferentes cadeias produtivas que construíram e constroem a robustez econômica e tecnológica do Espírito Santo.


Este 28 de abril marca o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, data central da campanha Abril Verde, que reforça a importância de promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

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No ano de 2026, a Campanha Abril Verde valoriza os profissionais especializados em salvar vidas no ambiente de trabalho. Por isso destaca o papel da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) e do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. 


O Engenheiro de Segurança do Trabalho é o anjo da guarda dos trabalhadores, por isso esse

profissional possui papel de destaque nessas duas instâncias, sendo especializado em identificar, avaliar e eliminar ou minimizar riscos de acidentes e doenças ocupacionais em empresas.


Soma-se a esse cordão de segurança que salvaguarda os trabalhadores a atuação de sindicatos, governanças estadual e municipal, conselhos técnicos, empresas e do Ministério Público do Trabalho.


Todos imbuídos na luta pelo cumprimento de Normas Regulamentadoras (NRs) de saúde e segurança laboral, bem como da Constituição Brasileira que assegura a redução dos riscos inerentes ao trabalho como direito fundamental dos trabalhadores (artigo 7º, XXII).


A mobilização sindical e dos demais atores já citados são fundamentais para um ambiente de trabalho seguro e que respeite os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, mas isso não é o bastante. 


A participação ativa dos profissionais na identificação e denúncia de condições inseguras é também mecanismo imprescindível para evitar acidentes. Ao perceberam qualquer situação de risco,o(a) trabalhado(a)r deve imediatamente comunicar a ocorrência ao sindicato e à

CIPA da empresa.


A prevenção é uma responsabilidade coletiva e exige o compromisso de todos, pois ainda existe muito a ser feito. De acordo com o sistema e-SUS Vigilância em Saúde (e-SUS/VS), no Espírito Santo em 2025 foram notificados 14.434 acidentes de trabalho. 


Desse total, 42% resultaram em incapacidade temporária para o trabalhador(a), 32% evoluíram para cura, 5 trabalhadores tiveram incapacidade total permanente e 116 evoluíram a óbito, número próximo aos 113 óbitos registrados em 2024.


Não podemos nos esquecer que essas estatísticas tratam de pais, mães e filho(a)s que foram trabalhar e, ao fim da jornada, não puderam retornar com saúde e segurança para suas famílias. Infelizmente são números que corroboram que acidentes e mortes no trabalho não são eventos isolados e fazem parte da rotina.


A segurança está no cerne de todo o nosso processo produtivo. Afinal, não existe desenvolvimento de qualquer atividade humana sem trabalho seguro e ambiente saudável. Que neste Abril Verde e em todos os outros meses coloquemos o

comportamento seguro como prioridade inegociável.

Segurança do rabalho Freepik
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