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Refugiados venezuelanos no ES só querem voltar a sonhar e viver

Iconha está de braços abertos para venezuelanos que buscam mais vida em nosso país, que por hora também vive em crise

Publicado em 01/07/2019 às 17h51
Atualizado em 17/12/2019 às 11h30
Refugiados Venezuelanos. Crédito: Internet
Refugiados Venezuelanos. Crédito: Internet

Vinícius Figueira*

É perceptível o silêncio sobre o drama da Venezuela. Um silêncio que grita dentro dos incomodados e busca respostas para perguntas como: “como anda aquele país?”, “o Maduro caiu?”, “e o povo, continua a sofrer?”. As interrogações geradas nos impelem a avançar sobre o tema e a saber informações com quem está acompanhando mais de perto aquele cenário.

Nos últimos dias, conversei com um padre jesuíta que coordena essa dura missão em Boa Vista (RO), região de fronteira entre Brasil e Venezuela. No bate-papo, ele disse que por lá o cenário segue no mesmo fluxo: são milhares de refugiados que batem às portas do escritório da Companhia de Jesus atrás de comida, roupa, abrigo... E um pouco de vida. Roraima também não tem desenvolvimento para receber tantos refugiados, logo, partilham o pouco que as pessoas têm com aqueles que chegam sem nada, mesmo o Estado vivenciando um conflito social.

O município de Iconha, localizado no interior do nosso Espírito Santo, tem estado de braços abertos para tantos venezuelanos que buscam mais vida em nosso país, que por hora também vive uma crise política e econômica geradora de uma gigante população de desempregados.

Todavia, o povo não mede esforços para dividir o prato de comida e oferecer a este povo que teve os seus direitos arrancados pelo poder opressor de um “desgoverno” um pouco de amor, de oportunidades ou de esperança para recomeçar a vida.

Os rostos venezuelanos que passam a ganhar espaço nas terras capixabas portam uma mensagem única: desejamos simplesmente viver. As marcas do sofrimento não se escondem nas expressões deste povo que deixa sua terra, suas famílias, seus bens, sonhos, desejos e profissões para tentar uma vida nova noutras terras. Deixam tudo e só carregam consigo o que não lhes foi tirado: o desejo de ser gente, o desejo de viver como gente.

A nobre missão dos jesuítas, na região de fronteira, de acolher, de dar comida e um destino aos refugiados nos ensina que a vida depende de agentes da esperança, de pessoas anônimas, que chegam, oferecem cuidado e atenção para um povo desprezado e obrigado a fugir de sua pátria; de agentes que acalentam e emprestam os ombros, de pessoas que sussurram nos ouvidos desta gente a máxima Inaciana que se encontra impressa e fixada na bandeira azul e rosa do nosso Estado: “trabalhe e confie”, a vida segue e nós estamos com vocês!

*O autor é publicitário

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