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"Chamado à democracia"

Brasil é favorável a soluções diplomáticas na Venezuela, diz Araújo

Na Venezuela, Juan Guaidó afirmou que militares o apoiam em movimento para acabar com a "usurpação do poder" no país e convocou todos para as ruas do país para pressionar o presidente Nicolás Maduro

Publicado em 30 de Abril de 2019 às 15:53

Publicado em 

30 abr 2019 às 15:53
Manifestantes saem às ruas em várias cidades da Venezuela Crédito: Reprodução/Instagram

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, conversou com jornalistas nesta terça-feira (30), sobre a situação na Venezuela. Perguntado se o Brasil mantém o posicionamento de não apoiar uma ação militar na nação vizinha, Araújo destacou que o País continua sendo favorável a soluções diplomáticas e "algumas sanções econômicas".

Araújo afirmou que o Brasil avalia como positivo o apoio de militares ao autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. O chanceler disse ainda que o Brasil espera que todas as forças do país vizinho se juntem ao "chamado à democracia" convocado por Guaidó e que continua apoiando soluções políticas, diplomáticas e sanções econômicas à Venezuela.

"A posição de base continua sendo, evidentemente, de apoio ao processo de transição conduzido pelo presidente encarregado Juan Guaidó e expectativa de que todas as forças venezuelanas atendam a esse chamado à democracia", disse o chanceler brasileiro em pronunciamento à imprensa após reunião com o ministro das Relações Externas da Alemanha, Heiko Mass, no Itamaraty.

O Itamaraty deve divulgar um comunicado se posicionando sobre os acontecimentos do país vizinho. O ministro ponderou que ainda é preciso acompanhar a situação em tempo real para analisar os fatos durante esta terça-feira.

Na Venezuela, Juan Guaidó afirmou que militares o apoiam em movimento para acabar com a "usurpação do poder" no país e convocou todos para as ruas do país para pressionar o presidente Nicolás Maduro - que também afirma ter apoio das forças militares.

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