Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Artigos
  • Quando o inesperado acontece, o afeto pode ser o remédio
Fernanda Helena de Freitas Miranda

Artigo de Opinião

Coronavírus

Quando o inesperado acontece, o afeto pode ser o remédio

Experiência de isolamento social que vivenciamos agora por conta da pandemia se soma à incerteza e ao medo. Comportamentos simples podem ajudar a manter o bem-estar e a saúde mental
Fernanda Helena de Freitas Miranda

Publicado em 20 de Março de 2020 às 14:00

Publicado em 

20 mar 2020 às 14:00
Isolamento social é uma das medidas para evitar contágio por Covid-19 Crédito: Congerdesign/ Pixabay
O inesperado aconteceu. O coronavírus alastrou-se mundo afora e tirou-nos a liberdade. Guardados em nossas casas, sem poder ter contato físico com amigos, distanciados de nossos idosos amados. Num mundo em que estávamos todos acostumados à velocidade, à mobilidade, à ação incessante, agora somos obrigados a diminuir o ritmo.
Nós brasileiros não tínhamos, até este momento, a vivência de interromper nossos culturais hábitos de abraçar, beijar, rir juntos ou fazer uma roda de conversa, seja em casa, seja na rua. Somos um povo com cultura de olhos nos olhos e mãos dadas, mas agora somos chamados à nossa responsabilidade para conosco e para todos que nos cercam.
A experiência de isolamento social que vivenciamos agora se soma à incerteza, ao medo e à vontade de que tudo se resolva bem e o mais rápido possível. Neste contexto, ações, sentimentos e pensamentos podem se tornar aliados ou fonte de sofrimento, e é por isso que devemos nos cuidar e não minimizar os efeitos emocionais deste período. Mas, o que fazer?
Comportamentos relativamente simples podem ajudar a manter o bem-estar e a saúde mental, tanto nossos quanto dos que nos cercam. Devemos buscar compartilhar nossos sentimentos com as pessoas que amamos. Não é nenhuma vergonha sentir saudades, dizer que ama ou mesmo dividir receios e pedir ajuda. Usemos a tecnologia para realizar “encontros”.
Beijos e abraços podem (e devem) ser, temporariamente, adiados, mas podemos trocar olhares, palavras de carinho, cuidado e conforto. Outra ferramenta importante é realizar atividades que deem vazão à criatividade ou às emoções. Pintar, escrever, ler, fazer um diário... Essas são ocupações que nos conectam com nossa intimidade.
Manter a rotina, na medida do possível, também ajuda. Acordar e se alimentar nos mesmos horários e realizar atividades intelectuais produtivas são recursos que nos ajudam a manter a organização tanto interna quanto da vida prática. Em tempos de fake news, é importante informar-se com fontes seguras e buscar informações é fundamental, mas muito cuidado com o excesso de dados e opiniões que podem aumentar a sensação de insegurança e gerar ansiedade.
E, por último, mas extremamente importante: conecte-se com o que você considera sagrado. Se você tem uma religião, faça suas orações. Se não possui uma fé, eleve seus pensamentos ao bem da humanidade. Se você preferir, medite. Podemos não ter, por hora, uma vacina ou uma cura, mas os melhores remédios, além da prudência, são certamente o afeto e a solidariedade.
* A autora é psicóloga e professora universitária
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados