Vista como uma área de atuação médica com um rico histórico de evolução e aprimoramento, a Ortopedia e a Traumatologia era inicialmente muito vinculada às fraturas e ao trauma, e essa especialidade atraía profissionais com características objetivas e focados na resolução de problemas de forma definitiva.
E no Dia do Ortopedista, celebrado neste dia 19 de setembro, o que se observa é que a evolução do conhecimento e de novas técnicas cirúrgicas, assim como da tecnologia, gerou uma hiperespecialização, compartimentalizando o médico especialista em segmentos do corpo, muito como resultado do volume de informações, descobertas anatômicas, bem como tempo necessário e longa curva de aprendizado para a capacitação na realização dos mais novos e eficazes tratamentos disponíveis.
Somado à essas alterações de perfil acadêmico, houve uma grande mudança no perfil da sociedade, que, com o envelhecimento passou a apresentar de forma mais prevalente as demandas de tratamento das doenças crônico-degenerativas, como artrose, sarcopenia, tendinopatia e dor crônica. A traumatologia, que antes tomava a maior parte do tempo dos especialistas, abriu espaço para a Ortopedia, como demanda da própria sociedade.
Crescentes índices de acidentes de trânsito, além da população beneficiada pelo aumento de sua expectativa de vida para 72 anos, colocam em evidência a importância do médico ortopedista. Tomando a artrose de joelho como exemplo, que incide em até 22.9% nas pessoas acima dos 40 anos, terá sua incidência aumentada em até 3 vezes nas próximas três décadas justamente pelo envelhecimento da população.
A cada ano, vemos novas técnicas cirúrgicas e recursos surgindo que agregam qualidade de vida e se direcionam de forma mais vigorosa em direção à cura de doenças crônicas e degenerativas, assim como o acesso à informação de boa qualidade e compreensiva impulsiona os pacientes em busca de meios de se manterem mais saudáveis e ativos, enquanto estão se tornando mais longevos.