Em busca rápida pelo painel Obras pelo Brasil, do Ministério da Economia, é possível ver que, atualmente, 600 intervenções federais estão sendo realizadas no Espírito Santo. O número coloca o Estado como terceiro (sem considerar o Distrito Federal), com menos obras em execução em todo país.
Essas obras totalizam pouco mais de R$ 1 bilhão em investimentos. Valor inferior a outros estados que possuem menos intervenções, contudo contam com mais recursos sendo aplicados diretamente pelo governo federal.
Ao todo são 2.551 obras no Espírito Santo entre as que estão cadastradas, sendo executadas ou paralisadas. Se considerarmos que o Estado é um grande pagador de impostos, de acordo com dados da Controladoria Geral da União (CGU) em 2021 o valor repassado foi de R$ 22,1 bilhões ante 10,3 bilhões que retornaram da União, a situação fica ainda pior.
São muitos os gargalos a serem destravados. Rodovias precisam ser duplicadas. Enquanto na BR 101 o processo está longe de ser concluído com a possível devolução do trecho por parte da concessionária, a BR 262 sequer teve os trabalhos iniciados. Outras obras importantes, como o Contorno do Mestre Álvaro, com quase 20 quilômetros de extensão na Serra, estão à espera de recursos para serem concluídos.
Apenas com uma rede logística e de mobilidade urbana bem desenvolvida é possível avançar em desenvolvimento. Com ótima localização geográfica, entre os maiores centros econômicos do país, o Espírito Santo precisa receber de volta o que contribui para ser ainda maior.
A grande missão da nossa bancada federal é buscar soluções para esses problemas. A interlocução com o governo federal é essencial para não só acabar com esses problemas históricos, como trazer novos investimentos que aumentem a oferta de empregos e a geração de renda no Espírito Santo.