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Bruno Chieppe

Artigo de Opinião

É presidente da Associação dos Empresários de Vitória (Assevix)
Bruno Chieppe

O Centro de Vitória volta a olhar para o futuro

É importante compreender que revitalizar o Centro não significa apenas construir
Bruno Chieppe
É presidente da Associação dos Empresários de Vitória (Assevix)

Publicado em 21 de Agosto de 2026 às 10:00

Publicado em 

21 ago 2026 às 10:00

Durante muito tempo, falar sobre o Centro de Vitória significava discutir os desafios de uma região que perdeu moradores, viu imóveis serem esvaziados e assistiu a parte da atividade econômica migrar para outros bairros. Nos últimos meses, no entanto, um novo movimento começa a ganhar força. O Centro voltou a despertar interesse, e isso representa uma oportunidade que a Capital não pode desperdiçar.


Os investimentos anunciados para a região, aliados às iniciativas de requalificação urbana e aos novos instrumentos de desenvolvimento, indicam que Vitória pode iniciar um novo ciclo de crescimento. Além de recuperar edifícios ou ocupar áreas subutilizadas, estamos falando de fortalecer o coração econômico, histórico e cultural da cidade.


Como capital insular, Vitória possui limites naturais para sua expansão. Isso faz com que o aproveitamento inteligente da infraestrutura existente deixe de ser apenas uma escolha urbanística e passe a ser uma estratégia de desenvolvimento. 

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O Centro reúne atributos que dificilmente podem ser reproduzidos em outra região: localização privilegiada, patrimônio arquitetônico, mobilidade, comércio consolidado, serviços e forte identidade com a história da cidade.


Mas nenhuma revitalização acontece apenas pela força dos projetos. O investimento privado depende de confiança. Depende de segurança jurídica, previsibilidade, agilidade nos processos e regras claras. É esse ambiente que permite transformar boas ideias em empreendimentos, gerar empregos, ampliar a arrecadação e movimentar toda a cadeia produtiva.

Obras de requalificação da Praça Ubaldo Ramalhete, no Centro de Vitória
Obras de requalificação da Praça Ubaldo Ramalhete, no Centro de Vitória Fernando Madeira

Também é importante compreender que revitalizar o Centro não significa apenas construir. Significa criar um espaço onde pessoas queiram morar, trabalhar, empreender, consumir cultura e viver. Cidades que conseguiram recuperar suas áreas centrais fizeram isso porque combinaram planejamento urbano, atividade econômica e qualidade de vida em uma mesma estratégia.


Na Associação dos Empresários de Vitória (Assevix), entendemos que esse processo precisa ser construído de forma coletiva. O diálogo entre poder público, iniciativa privada e sociedade é o caminho para que os investimentos anunciados se consolidem e produzam resultados permanentes para a cidade.


O Centro de Vitória já foi protagonista da economia capixaba. Agora, reúne as condições para voltar a ocupar esse lugar, não por nostalgia, mas porque continua sendo uma das regiões mais estratégicas para o desenvolvimento da Capital. 


Quando uma cidade reencontra o valor do seu próprio centro, ela não apenas preserva sua história. Ela cria as bases para escrever o seu futuro.

 

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