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Karina Tonini e André Spalenza

Artigo de Opinião

Ela é doutora em Odontologia Preventiva e Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e pesquisadora especializada em saúde do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio. Ele é coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES e doutor em Administração Pública e Sociedade
Karina Tonini e André Spalenza

Nova norma da Anvisa traz desafios e oportunidades para clínicas odontológicas

Investir em qualidade e segurança tende a fortalecer a confiança da população nos serviços odontológicos e contribuir para um mercado mais organizado e profissionalizado
Karina Tonini e André Spalenza
Ela é doutora em Odontologia Preventiva e Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e pesquisadora especializada em saúde do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio. Ele é coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES e doutor em Administração Pública e Sociedade

Publicado em 18 de Março de 2026 às 10:00

Publicado em 

18 mar 2026 às 10:00
A odontologia brasileira passa por um novo momento regulatório. A publicação da RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) nº 1.002/2025 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece diretrizes específicas para o funcionamento dos serviços odontológicos no país, trazendo impactos diretos para clínicas, consultórios e profissionais da área.
Embora a odontologia já estivesse submetida a normas sanitárias aplicáveis aos serviços de saúde, a nova resolução representa um avanço ao consolidar regras próprias para o setor. A medida estabelece requisitos de boas práticas de funcionamento, com foco na organização dos processos assistenciais, na biossegurança e, principalmente, na segurança do paciente.
Na prática, a norma reforça a necessidade de serviços mais estruturados, com protocolos clínicos bem definidos, capacitação das equipes e condições adequadas para a realização dos procedimentos. Mesmo em atendimentos considerados rotineiros, intercorrências podem ocorrer, o que torna essencial a preparação dos profissionais e a organização dos ambientes de atendimento.
Consultório odontológico, dentista, odontologia
Consultório odontológico Crédito: Pixabay
A implementação dessas exigências exige um esforço coletivo. Profissionais de saúde, gestores de clínicas, órgãos reguladores, entidades de classe e instituições de ensino têm papéis complementares nesse processo de fortalecimento da qualidade da assistência odontológica.
Nesse contexto, a formação acadêmica ganha ainda mais relevância. As novas demandas regulatórias exigem cirurgiões-dentistas cada vez mais preparados para atuar em ambientes organizados e comprometidos com a segurança do cuidado. A Associação Brasileira de Ensino Odontológico (ABENO), por exemplo, tem contribuído para ampliar esse debate ao incentivar a incorporação de temas como biossegurança, gestão de riscos e segurança do paciente na formação profissional.
Outro ponto importante diz respeito ao prazo previsto para adequação dos serviços às novas exigências. O período de transição permite que clínicas e consultórios revisem rotinas, capacitem equipes e realizem ajustes estruturais necessários para atender às novas normas.
Naturalmente, essas adequações também trazem implicações econômicas, especialmente para pequenos consultórios. No entanto, investir em qualidade e segurança tende a fortalecer a confiança da população nos serviços odontológicos e contribuir para um mercado mais organizado e profissionalizado.
Além de ser uma nova exigência regulatória, a RDC nº 1.002/2025 representa uma oportunidade para elevar o padrão da assistência odontológica no Brasil e fortalecer uma cultura de cuidado cada vez mais segura para pacientes e profissionais.
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