O Dia Mundial Sem Papel, celebrado em 27 de outubro, é uma oportunidade para refletir sobre como a tecnologia pode contribuir para a sustentabilidade, ampliar o acesso à informação e tornar os serviços públicos mais eficientes.
No Espírito Santo, essa transformação tem um exemplo concreto: há nove anos, o Diário Oficial do Estado deixou de ser impresso e passou a existir exclusivamente em formato digital.
Implementada em 1º de agosto de 2017, a mudança foi muito além da substituição do papel por uma plataforma tecnológica. A missão do Diário Oficial permanece a mesma: garantir publicidade, transparência e segurança jurídica aos atos do Estado. O que mudou foi a forma de cumprir esse compromisso.
Hoje, as informações oficiais podem ser consultadas em poucos segundos, a qualquer hora e de qualquer lugar com acesso à internet. O cidadão não depende mais da circulação de exemplares impressos para acompanhar decisões que impactam sua vida. A tecnologia tornou o acesso à informação pública mais simples, rápido e democrático.
Os ganhos também são ambientais. Desde a digitalização, o Estado deixou de consumir mais de 16 toneladas de papel apenas com a impressão do Diário Oficial, além de eliminar o uso de tintas, solventes e parte da estrutura necessária à produção e distribuição física das edições. É um exemplo de como inovação e responsabilidade ambiental podem caminhar juntas.
Mas o legado dessa transformação vai além da economia de recursos. Ao longo dos anos, novas soluções tecnológicas vêm ampliando as possibilidades de acesso às publicações oficiais. A digitalização não foi um ponto de chegada, mas o início de uma evolução contínua na prestação de serviços à sociedade.
Em um cenário de expansão dos serviços digitais e de novas tecnologias, é fundamental que a inovação esteja a serviço das pessoas, sem comprometer a confiabilidade, a transparência e a preservação da memória institucional.
Nove anos depois, o Diário Oficial do Espírito Santo demonstra que modernizar não significa romper com a tradição, mas fortalecer sua finalidade. O maior legado de um Diário sem papel não está apenas nas toneladas que deixaram de ser consumidas, mas na construção de um Estado mais conectado com seu tempo e mais próximo das pessoas.