Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Artigos
  • Internacionalização de empresas: muito além de uma tendência
Marcio Brotto de Barros

Artigo de Opinião

É head da Vertical de Internacionalização do LIDE ES, sócio da Bergi Advocacia e da Ene Inteligência Empresarial
Marcio Brotto de Barros

Internacionalização de empresas: muito além de uma tendência

Internacionalizar vai muito além do comércio exterior. Trata-se de um movimento de maturidade empresarial
Marcio Brotto de Barros
É head da Vertical de Internacionalização do LIDE ES, sócio da Bergi Advocacia e da Ene Inteligência Empresarial

Publicado em 28 de Junho de 2026 às 14:00

Publicado em 

28 jun 2026 às 14:00

Internacionalizar empresas está em voga, mas não é novidade. O conceito segue uma máxima simples e antiga de que não se deve colocar todos os ovos em um único cesto. No Espírito Santo, isso é especialmente verdadeiro. 


Há décadas, empresas capixabas mantêm vocação internacional, seja pela exportação de commodities, seja pela importação de insumos e tecnologia. O Estado sempre soube olhar além das suas fronteiras.


Mas internacionalizar vai muito além do comércio exterior. Trata-se de um movimento de maturidade empresarial. Quando uma empresa decide atuar em outro mercado, ela sai da zona de conforto de um terreno já dominado, o brasileiro, e se expõe a novas regras, novos clientes e novos padrões de competitividade. 

Notas de euro
Notas de euro Pixabay

Esse desafio, longe de ser um risco desnecessário, é um acelerador de crescimento, e traz consigo um benefício muitas vezes subestimado: a maior visibilidade da empresa, que passa a ser reconhecida além das suas fronteiras de origem. É algo que agrega valor à marca e abre portas que o mercado doméstico, por si só, jamais abriria.


E aqui reside uma vantagem competitiva pouco comentada. O empresário brasileiro é, por formação, extraordinariamente resiliente. Sobreviver décadas de inflação descontrolada, juros estratosféricos, burocracia kafkiana e um sistema tributário de complexidade ímpar, agravado por uma reforma que, na prática, multiplicou obrigações acessórias em vez de simplificá-las, forja gestores com capacidade de adaptação que poucos mercados no mundo conseguem desenvolver. Esse é o nosso diferencial silencioso.

Veja Também 

Imagem de destaque

A guerra dos portos na era da IA: ES precisa reagir

Empresa de saneamento básico Aegea

Saneamento é o investimento que o Espírito Santo já fez — e que está mudando tudo

Porto de Ubu, da Samarco: área onde minério é escoado até navio para exportação

Como o Espírito Santo avança na disputa nacional por investimentos

Além da expansão de mercado, a internacionalização abre portas estratégicas muitas vezes subestimadas. A primeira é o acesso a funding em moeda forte e a juros incomparavelmente inferiores aos praticados no Brasil.

 

A segunda, especialmente relevante para setores que permitem trabalho remoto, como por exemplo, o setor da tecnologia: a possibilidade de manter operações e equipes no Brasil, prestando serviços remotamente para clientes no exterior e recebendo em moeda forte. O custo da mão de obra brasileira, combinado com a qualidade técnica reconhecida internacionalmente, transforma esse modelo em uma vantagem competitiva real, e imediata.


Nesse contexto, Portugal desponta como a porta de entrada natural para o mercado europeu. E os números justificam o interesse. A União Europeia reúne cerca de 450 milhões de consumidores, com um PIB per capita que ultrapassa 41 mil dólares anuais, mais de quatro vezes o brasileiro, estimado em cerca de 10 mil dólares. 


Língua comum, sistema jurídico de raiz latina, tratados bilaterais com o Brasil e a condição de membro pleno da União Europeia fazem de Portugal um porto de entrada único para empresas brasileiras que desejam se estabelecer no Velho Continente com segurança e inteligência estratégica.


Tirar os ovos do cesto brasileiro nunca foi tão necessário nem tão viável.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados