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Priscila Valentim

Artigo de Opinião

É médica e vice-presidente de Operações da MedSênior
Priscila Valentim

Informar bem também é cuidar da saúde da população

Neste dia 7 de abril, celebra-se simultaneamente o Dia do Jornalista e o Dia Mundial da Saúde
Priscila Valentim
É médica e vice-presidente de Operações da MedSênior

Públicado em 

07 abr 2026 às 10:00
No calendário, o dia 7 de abril carrega um simbolismo especial: celebra-se simultaneamente o Dia do Jornalista e o Dia Mundial da Saúde.
A coincidência dessas datas não é apenas curiosa, ela revela uma conexão profunda entre dois pilares fundamentais para a qualidade de vida da população: a informação e o cuidado com a saúde.
Em um mundo cada vez mais dinâmico e conectado, se o advento das fake news relacionadas à saúde coloca vidas em risco, o contrário também acontece: o acesso à informação confiável torna-se um aliado importante na cultura da prevenção.
Nesse contexto, é fundamental compreender o caminho que a informação percorre no campo da saúde. O conhecimento nasce, muitas vezes, na prática clínica e na pesquisa científica, passa pelo olhar técnico de médicos e especialistas, é organizado e validado por instituições de saúde, como hospitais, operadoras de planos de saúde e entidades do setor e, então, chega à sociedade por meio dos veículos de comunicação. Esse fluxo exige responsabilidade em todas as etapas, pois qualquer ruído pode comprometer decisões que impactam diretamente a vida das pessoas.
Os planos de saúde têm um papel relevante nesse processo, ao atuar como pontes entre o conhecimento médico e os beneficiários. Por meio de programas de prevenção, campanhas educativas e orientação contínua, essas instituições ajudam a traduzir informações técnicas em conteúdos acessíveis, contribuindo para que os pacientes compreendam melhor sua própria saúde e adotem hábitos mais saudáveis.
É por meio desse trabalho conjunto, aliado à atuação responsável e cuidadosa dos jornalistas, que temas tão fundamentais como vacinação, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, saúde mental e envelhecimento ativo chegam à sociedade de forma clara e acessível.
Medicina, estetoscópio
Medicina Crédito: Pixabay
Ou seja, informar bem é, também, uma forma importante de cuidar. E, no contexto do envelhecimento da nossa população, tema tão urgente quanto atual, a relação entre uma coisa e outra fica ainda mais evidente. Os números estão aí para quem quiser ver: vivemos hoje no Brasil uma mudança drástica na pirâmide etária, com a redução da natalidade e o aumento da longevidade.
Dados do IBGE de 2022 revelam que o número de brasileiros com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em apenas 12 anos e que, desde a década de 80, os brasileiros ganharam mais 12,4 anos de vida. A estimativa é que, em 2050, o Brasil tenha 30% de sua população com idade acima dos 60 anos.
É fato, portanto, que a população brasileira está vivendo mais, e isso é ótimo, mas não suficiente: é preciso viver melhor e saber viver, como já disse a canção.
Se o objetivo é amplo e envolve múltiplos aspectos, entre eles, a saúde física e mental, questões econômicas e sociais e os relacionamentos, cumpri-lo também é tarefa de muitos agentes. Médicos, outros profissionais de saúde, empresas, operadoras de planos de saúde, governos e, sim, veículos de imprensa e jornalistas têm papéis importantes e complementares.
A conectividade, que é outro aspecto importante no processo de bem envelhecer, associada à informação de qualidade, matéria-prima do bom jornalismo, ajuda a fazer escolhas certas e conscientes ao longo da vida, adquirindo status de instrumento de saúde pública tão essencial quanto um estetoscópio ou um medicamento.
O desafio de combater a desinformação e zelar pela qualidade das notícias que consumimos nos mostra por que essas datas e setores devem andar juntos. E comemorá-las no mesmo dia é uma boa ocasião para reforçar o compromisso coletivo de promover a saúde, nosso bem maior.
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