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Adila Damiani e André Brito

Artigo de Opinião

Ela é diretora-executiva da Transparência Capixaba. Ele é diretor de Políticas Públicas do ES em Ação
Adila Damiani e André Brito

Veja como você pode monitorar os níveis de transparência no ES

A participação cidadã no controle social é, sem dúvidas, investir no engajamento desses jovens na fiscalização, monitoramento e na tomada de decisões mais acertadas por parte dos gestores, garantindo a utilização dos recursos públicos de forma responsável
Adila Damiani e André Brito
Ela é diretora-executiva da Transparência Capixaba. Ele é diretor de Políticas Públicas do ES em Ação

Públicado em 

06 abr 2026 às 17:36
Desde 2022, a população capixaba acompanha a divulgação do Ranking Capixaba de Transparência e Governança Pública, que se consolidou como um dos momentos mais aguardados pelas gestões municipais do Estado. Essa avaliação é realizada pela Transparência Capixaba e pelo ES em Ação, com apoio institucional e metodologia do ITGP (Índice de Transparência e Governança Pública), da Transparência Internacional - Brasil, e com o apoio financeiro da União Europeia, por meio do projeto “Fortalecendo a transparência, a integridade e o espaço cívico para a promoção dos ODS nos municípios brasileiros”.
A pesquisa é reconhecida e aprovada pela população e por gestores públicos do Espírito Santo, mas o que muitos não sabem é que esse trabalho conta com um reforço especial nos bastidores: o voluntariado.
Em um modelo consolidado e reconhecido nacionalmente, estruturado a partir da parceria com universidades para a captação e capacitação de voluntários em transparência pública e controle social, a participação de universitários, com convite extensivo a graduados, qualifica o processo de coleta e sistematização de dados extraídos de sites institucionais, portais de transparência e redes sociais dos municípios do Espírito Santo.
A iniciativa fortalece o engajamento cidadão como prática democrática e estabelece um canal permanente de diálogo com a sociedade civil, contribuindo para o planejamento participativo e para o acompanhamento das políticas públicas por meio da divulgação técnica e responsável de informações públicas.
Ao direcionar a atuação prioritariamente a universitários, parte-se do entendimento de que esses jovens compõem o potencial corpo de futuros gestores e agentes públicos. A imersão prática em conceitos como transparência, integridade, boas práticas administrativas e enfrentamento à corrupção favorece a internalização desses valores e amplia a probabilidade de sua incorporação futura, tanto no exercício profissional quanto na atuação cidadã.
Trazer o meio acadêmico para esse momento tornou ainda mais valoroso o trabalho, já que aliar a teoria à prática é condição necessária na formação universitária, além de atender às diretrizes de construção de cidadãos críticos e comprometidos com a sociedade.
Importante frisar que a iniciativa pode ser aproveitada nas atividades curriculares da formação do estudante mediante a possibilidade de as horas dedicadas ao voluntariado, agregadas a uma rica formação teórico-prática, serem utilizadas como Atividades Complementares, obrigatórias para a conclusão de cursos de graduação.
Além dos jovens estudantes, também damos oportunidades para outras pessoas que querem entender o que é a tal da Transparência propagada por muitos e entendida por poucos no universo populacional do nosso país.
A Transparência Pública é algo distante do entendimento da maioria da população e, ao envolver a trilogia Juventude – Universidade – Cidadão, apostamos em uma política de multiplicação da cultura de transparência que mudou a realidade do nosso estado e que precisa ser continuamente fortalecida para que possamos garantir uma boa leva de gestores comprometidos em dar continuidade ao processo de austeridade no serviço público do estado, instalado a partir de um passado nefasto de corrupção.
A participação cidadã no controle social é, sem dúvidas, investir no engajamento desses jovens na fiscalização, monitoramento e na tomada de decisões mais acertadas por parte dos gestores, garantindo a utilização dos recursos públicos de forma responsável. O cidadão passa a ser um agente ativo, contribuindo para a eficiência da gestão e fortalecendo a democracia a partir do momento em que ele passa a ter voz, seja por meio dos canais oficiais dos órgãos públicos, seja pela participação em conselhos municipais e em outras ações de participação popular.
Três em cada quatro capitais brasileiras têm níveis
Transparência pública Crédito: Kamil Krasowka
Jovens que atendem ao chamado para o voluntariado demonstram compromisso com o futuro do Estado e do país. Embora muitos inicialmente tenham pouco conhecimento sobre os indicadores avaliados e sua relevância social, eles se apropriam desses conceitos por meio de formações ao longo do processo. A metodologia baseia-se no “aprender fazendo”, alinhada às diretrizes da ONU e desenvolvida em parceria com universidades, integrando teoria e prática.
Ao analisar instrumentos de transparência e atos da administração pública, os voluntários vivenciam na prática conteúdos que antes estavam apenas no campo teórico. Esse processo permite aprender com erros e acertos, desenvolver competências para a vida profissional e cidadã e atuar como multiplicadores de boas práticas, contribuindo para uma gestão pública mais transparente e eficiente.
Investir na juventude e na educação sempre será uma boa ideia. Incentivar trabalhos voluntários é a certeza de disposição para empreitadas sempre importantes. Reconhecer a força da participação cidadã nos processos da gestão é o passo que precisamos para a transformação da nossa sociedade.
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