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Carlos André Santos de Oliveira

Artigo de Opinião

É diretor executivo do Sistema OCB/ES e presidente do Conselho Deliberativo (CDE) do Sebrae/ES. É formado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Gestão Empresarial
Carlos André Santos de Oliveira

Cooperativas movimentam R$ 6,6 bilhões em negócios no ES

Modelo de negócio gera emprego, renda e desenvolvimento, com participação de quase 5% no PIB do Estado.  São mais de 600 mil cooperados, e as cooperativas empregam quase 10 mil pessoas
Carlos André Santos de Oliveira
É diretor executivo do Sistema OCB/ES e presidente do Conselho Deliberativo (CDE) do Sebrae/ES. É formado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Gestão Empresarial

Publicado em 14 de Setembro de 2022 às 13:25

Publicado em 

14 set 2022 às 13:25
Há quem diga que, nos negócios, a competição é o melhor caminho para gerar resultados, seja para as organizações, seja para os consumidores. Entretanto, há um modelo de negócio secular que mostra uma possibilidade diferente: que a cooperação, quando praticada no mercado, tem um impacto ainda maior.
É assim que atuam as cooperativas, organizações que são formadas por indivíduos que decidiram se unir em torno de um objetivo em comum. Os objetivos são parecidos com os das demais empresas: gerar valor nos produtos e serviços para conquistar os clientes. Entretanto, o modo de atuação e os princípios e valores que norteiam as suas atividades são bem diferentes. Nele, cada participante – que recebe o nome de cooperado – é também o dono do negócio, participando ativamente das decisões e dos resultados.
É nesse contexto que a máxima “juntos somos mais fortes” se faz presente. Em vez de promover uma competição que pode gerar uma concorrência não tão positiva, o cooperativismo entende que é melhor somar forças. E a gente não está falando somente entre as pessoas que integram as cooperativas, mas entre as próprias cooperativas. É o que chamamos de intercooperação.
E esse movimento cooperativista vem gerando resultados práticos que podem ser observados em números e na vida das pessoas. No Brasil, esse tipo de empreendedorismo baseado na cooperação alcançou a marca de R$ 784,3 bilhões em ativos totais. Os ingressos somaram R$ 524 bilhões.
Já no Espírito Santo, a movimentação econômica é de R$ 6,6 bilhões, ou seja, uma participação em torno de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) nominal capixaba. Além disso, informações que estão em fase de tratamento pelo Sistema OCB/ES apontam que já somos mais de 600 mil cooperados, e as cooperativas empregam quase 10 mil pessoas.
Entre os segmentos pesquisados no Recall de Marcas 2021 está o de cooperativa.
Cooperativas: não é de hoje que esse modelo de negócio gera resultado para o nosso Estado Crédito: JComp/Freepik
E não é de hoje que esse modelo de negócio gera resultado para o nosso Estado. As primeiras cooperativas começaram a ser constituídas na década de 1930 e, desde então, evoluíram e cresceram em números. Em 1972, 36 delas constituíram a OCB/ES – Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado do Espírito Santo (na época, Ocees) para contribuir com esse trabalho, defendendo as pautas e fortalecendo todo esse movimento.
Em 2022, a OCB/ES completa 50 anos comemorando que o seu objetivo ao ser criada foi atingido, entregando um cooperativismo muito mais forte e resiliente, que mostra o seu diferencial e que consegue proezas quase inimagináveis, como crescer mesmo em meio às crises. Além disso, estimula um trabalho que vai além da entrega de produtos e serviços à sociedade, mas que soma desenvolvimento econômico e social.
A vida em coletividade já mostra, desde os seus primórdios, que o trabalho em conjunto, com responsabilidade, respeito e camaradagem é capaz de gerar muitos resultados. Agora o cooperativismo reforça que essa postura, quando aplicada ao mundo business, também gera bons frutos – e para todos.
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