Ao longo da minha trajetória na gestão pública, sempre acreditei que governar é cuidar das pessoas e preparar o futuro. No Espírito Santo, temos transformado essa convicção em políticas concretas, capazes de proteger vidas e garantir que nossos municípios estejam mais fortes diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
O Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal – Cidades, criado em 2013, nasceu como resposta a uma tragédia: as fortes chuvas que atingiram nosso Estado. Desde então, evoluiu para se tornar um dos instrumentos mais inovadores de apoio direto aos municípios, permitindo que cada cidade tenha condições de planejar e executar obras estruturantes.
Em 2019, com a reativação do Fundo, iniciamos uma nova etapa. Em 2020, mais de R$ 72 milhões foram repassados para compensar perdas municipais. Em 2022, o valor saltou para R$ 518 milhões, promovendo equilíbrio regional. E em 2023 avançamos ainda mais com a criação do Fundo Cidades – Adaptação às Mudanças Climáticas, inserido no Programa Capixaba de Mudanças Climáticas, que reúne mais de 70 projetos e ações estratégicas.
Esse programa tem dois eixos centrais: redução das emissões de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças climáticas. Entre suas iniciativas estão o Reflorestar, que amplia a cobertura florestal e gera renda ao produtor rural; o Plano de Descarbonização, que estabelece metas até 2050 para alcançar emissões líquidas zero; e o Selo Descarboniza-ES, que reconhece empresas comprometidas com a neutralização de carbono.
O Fundo Cidades – Adaptação às Mudanças Climáticas é um marco pioneiro. Entre 2022 e 2025, investimos aproximadamente R$ 1,12 bilhão em parceria com prefeituras de todas as regiões capixabas. Foram 727 projetos elaborados e 349 obras executadas. Só em ações voltadas para prevenção e redução dos efeitos climáticos, os investimentos superaram R$ 725 milhões, beneficiando diretamente mais de 573 mil pessoas.
Essas obras incluem drenagem e macrodrenagem, muros de contenção, estabilização de encostas, barragens, reservatórios pluviais e desassoreamento de rios. Em Vila Velha, por exemplo, macrodrenagem do Canal do Congo, drenagem e pavimentação de vias beneficiam 70 mil pessoas em 13 bairros.
Na Serra, o binário de Jardim Limoeiro reduziu alagamentos e melhorou a mobilidade urbana. Em Cariacica, a contenção da encosta na Rua Gabino Rios protege famílias que habitam aquela que já foi a maior área de risco do município. São exemplos concretos de como o investimento público salva vidas e fortalece comunidades.
O reconhecimento nacional reforça nossa liderança. Segundo estudo do Observatório do Clima, o Espírito Santo é o primeiro Estado do país em capacidade financeira para investir em ações climáticas, resultado da responsabilidade fiscal e da visão estratégica da gestão Casagrande.
Enquanto estados como Acre e Maranhão enfrentam alta vulnerabilidade e baixa capacidade de resposta, o Espírito Santo mostra que é possível unir equilíbrio das contas públicas com políticas ambientais de impacto.
Assumir esse compromisso com as cidades capixabas é, para mim, mais do que uma função de governo: é uma bandeira de vida, uma missão que orienta minha ação política.
Trabalhar pela resiliência climática dos municípios significa proteger famílias, garantir dignidade e preparar o Espírito Santo para um futuro sustentável. Essa é a causa que escolhi defender e que seguirá guiando cada passo da minha trajetória.