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Inspiração

"O Menino que Descobriu o Vento" nos ensina o poder da simplicidade

Filme mostra o potencial do conhecimento genuíno existente  nas vivências reais e na diversidade e a força que pessoas raras têm para mudar as coisas

Publicado em 23 de Fevereiro de 2020 às 05:00

Públicado em 

23 fev 2020 às 05:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

Cena do filme “O Menino que Descobriu o Vento” Crédito: Divulgação
“Quando você vive um problema, você o conhece melhor do que todo mundo”. A frase que o engenheiro William Kamkwamba costumava ouvir da avó norteou sua busca por soluções para a pequena vila de Wimbe, no interior do Malawi, um país africano montanhoso e sem saídas para o mar que ocupa as últimas posições do ranking de desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas e as primeiras na lista de país mais pobre do mundo.
Kamkwamba é o garoto que inspirou o filme “O Menino que Descobriu o Vento”, a comovente história da construção de um moinho que salvou uma comunidade inteira da seca e da fome.
A saga do adolescente de 14 anos que estuda sozinho e enfrenta a descrença da família para montar um moinho de vento ganhou as páginas de jornais e virou livro. Em 2013, Kamkwamba foi eleito pela revista "Time" como uma das 30 pessoas com menos de 30 anos que estão mudando o mundo. Ano passado, sua história foi levada às telas pelo diretor inglês Chiwetel Ejiofor, conquistando milhares de admiradores.
O resumo da ópera: quando a colheita da família é devastada pelo mau tempo e pela falta de políticas públicas, Kamkwamba se vê forçado a abandonar os estudos. Com a ajuda da bibliotecária do vilarejo, das poucas noções obtidas na aula de Física e de peças de ferro-velho, o menino autodidata constrói uma bomba movida a energia eólica para irrigar os campos e salvar as plantações de sua comunidade.
O relato nos ensina dezenas de lições. Minhas favoritas são o poder do conhecimento genuíno existente na simplicidade, nas vivências reais e na diversidade, e a força que pessoas raras têm para mudar as coisas, a despeito de todas as dificuldades.
Toda transformação começa com o primeiro passo, costuma dizer o menino, hoje com 32 anos. À frente da WiderNet, organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos, ele trabalha para estimular o surgimento de novos inventores em comunidades carentes de infraestrutura, comida e atenção. Seu foco é amparar projetos como o moinho da vila de Wimbe, aqueles que de tão simples sejam capazes de se tornar imensos. l

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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