A menina está internada em estado grave após ser atingida por um carro nesta manhã, quando ia para a escola com avó. Ela atravessava a via num trecho entre Santa Lúcia e Gurigica, a cerca de 150 metros de um semáforo com faixa de pedestres. A vítima não será identificada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA),
O protesto não afetou o trânsito, já que os manifestantes esperavam o semáforo fechar para ir para o meio da avenida com cartazes pedindo faixa de pedestres nas proximidades do local do acidente, além de mais atenção dos motoristas. A mobilização foi finalizada por volta de 19h20.
Kemilly Barbosa Lima, vizinha da vítima, deu entrevista para o repórter Álvaro Guaresqui, da TV Gazeta, e reclamou da ausência de passagem apropriada para quem sai do bairro Gurigica. "Eu moro aqui e quero atravessar. Para isso, preciso ir até algum dos semáforos que ficam longe da saída do bairro. Aqui, onde atravessamos, não existe um (sinal). Quando não é carro, são as bicicletas elétricas também. Não temos segurança nem para passar na ciclofaixa. Queremos a nossa faixa de pedestre", desabafou.
Além de protestar, também foi realizado um círculo de oração pela vida da garota, que está internada no Hospital Infantil, em Bento Ferreira, na Capital capixaba.
Conforme apuração do repórter Álvaro Guaresqui, da TV Gazeta, a menina está com edema cerebral, múltiplas fraturas, órgãos internos feridos e passou por quatro horas de cirurgia. No procedimento, foi necessário mexer no fêmur e retirar o baço. Uma amiga da família contou que o rim dela ainda está sendo avaliado, assim como a necessidade de cirurgia na perna.
Segundo informações apuradas pela reportagem da TV Gazeta, o motorista relatou que seguia no sentido Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes (Beira-Mar) e, na altura de um cruzamento, com o sinal aberto para veículos, três mulheres tentaram atravessar a via correndo.
Duas delas conseguiram chegar ao outro lado, mas a adolescente teria voltado no meio do percurso. O condutor afirmou que tentou frear para evitar o atropelamento, mas não conseguiu impedir a colisão. Testemunhas afirmaram que a estudante foi arremessada por alguns metros.
Já uma amiga negou a versão do condutor. Ela falou que o sinal estava vermelho quando o motorista ultrapassou um outro automóvel, não respeitou a sinalização e atropelou a menina. O motorista foi liberado pelo Batalhão de Trânsito da Polícia Militar após fazer o teste do bafômetro.
A Prefeitura de Vitória foi demandada sobre os pedidos dos manifestantes. Quando houver retorno, a matéria será atualizada.