A humanidade está vivendo transformações sem precedentes. Nestas três décadas, o dia a dia das pessoas mudou mais do que em muitos séculos. Entramos numa era marcada pela integração do mundo real ao mundo virtual.
O acelerado avanço da tecnologia e da informática vem produzindo mudanças nos hábitos e costumes da sociedade nunca vistos anteriormente.
Com o advento da internet, marco propulsor da tecnologia digital, o nosso cotidiano vem sendo revolucionado com tantas inovações e facilidades que fomos levados a nos aclimatar a este novo mundo virtual. Um fenômeno que se estendeu por todas as faixas etárias e níveis de renda.
Fica difícil avaliar o alcance e a abrangência destas transformações. As mudanças são gigantescas e aceleradas.
No campo das comunicações, temos hoje acesso em tempo real às informações da mídia nacional e internacional. As redes sociais se revelaram o mais poderoso, rápido e barato instrumento de circulação de informações, opiniões e exposição de ideias; a ponto de superar o horário eleitoral gratuito da TV nas campanhas eleitorais.
Os meios de pagamento foram revolucionados. A circulação de dinheiro físico tende a desaparecer. Já é mínima a sua utilização no primeiro mundo (na Suécia é de apenas 1%). Os bancos estão fechando agências devido ao crescente aumento de transações financeiras pela internet.
No setor comercial, o e-commerce facilitou a pesquisa de preços e a compra de toda sorte de produtos e serviços sem sair de casa, evitando deslocamentos.
No setor industrial, os avanços são também consideráveis e a tecnologia digital está em plena ascensão. Vemos a chegada da indústria 4.0, da impressora digital, dos veículos autônomos, da tecnologia em nuvem, da segurança cibernética, da internet das coisas etc.
O smartphone, este pequeno e inseparável “brinquedinho”, se revelou um gigante nesta nova era da tecnologia e de transformações. Aposentou a câmera fotográfica, o fax, despertador, gravador, agenda eletrônica, GPS etc. Disponibilizou, via internet, uma infinidade de aplicativos facilitando as transações do comércio e serviços, evitando deslocamentos e contribuindo com a mobilidade.
Na esteira destas mudanças, vemos, inclusive, o nosso vocabulário inundado por uma infinidade de palavras em inglês oriundas da tecnologia digital (wi-fi, password, link, wireless, fake news etc.) hoje integradas ao nosso cotidiano. A revolução continua. E não sabemos até onde vamos chegar.