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Futebol

Vacilou contra o Flamengo é vapo! Um time que não perdoa os rivais

A adversidade de enfrentar um bom time e com um jogador a menos durante um tempo significativo não se tornou desespero, mas revelou a frieza de um elenco que está preparado para vencer em qualquer situação

Publicado em 27 de Fevereiro de 2020 às 06:00

Públicado em 

27 fev 2020 às 06:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Gerson fez os gols que sacramentaram a vitória do Flamengo sobre o Independiente del Valle Crédito: Marcelo Cortes/Flamengo
Era para ser óbvio, mas parece que ainda não é. Além de ter um elenco recheado de bons jogadores e um futebol agressivo com a posse de bola, o Flamengo comandado por Jorge Jesus é um time frio e cirúrgico para definir as partidas. Um elenco que entende cada momento do jogo e não perde a chance de liquidar o rival. Foi assim mais uma vez na vitória por 3 a 0 sobre o Independiente del Valle, que culminou no título da Recopa Sul-Americana, na noite desta quarta-feira (26). 
Jorge Jesus apostou em Pedro para substituir o lesionado Bruno Henrique. Quando a bola rolou, o Flamengo estava postado em campo com um clássico 4-4-2. A formação não mudou a filosofia de jogo da equipe, que, como praxe, iniciou a partida em busca do gol. A postura deu resultado aos 18 minutos quando o zagueiro Segovia recuou uma bola de cabeça e arranjou um problemão para o goleiro Pinos, que ainda espalmou a bola que bateu na trave e sobrou limpa para Gabigol empurrar para as redes. Um vacilo imperdoável, e que colocou o Rubro-Negro na frente. 
Aos 23 minutos, Willian Arão foi expulso (com justiça) após fazer falta muito dura. Só que mesmo com um a menos, o Flamengo não se apequenou no jogo. Jesus sacrificou Pedro e entrou com Thiago Maia para agora manter um 4-4-1. Mais fechado, o Fla apostou nos contragolpes e foi seguro a ponto de ser pouco ameaçado no restante da primeira etapa. 
A segunda falha imperdoável do Del Valle, esta determinante para o resultado do jogo, foi perder um gol cara a cara com o goleiro Diego Alves. Aos 10 minutos da segunda etapa, Faravelli saiu de frente para o gol, mas seu chute parou no pé do goleiro rubro-negro, que possui méritos. Mas em um lance como esse a responsabilidade é toda do definidor, que perdeu a incrível oportunidade de empatar a partida no momento em que sua equipe era melhor em campo. Incapaz de perdoar, o Flamengo matou o jogo poucos minutos depois. Gabigol fez grande jogada pela direita e cruzou rasteiro para Gerson finalizar para as redes e jogar um balde de água fria nas pretensões do time equatoriano.
Que partida de Gabigol e Gerson. Mesmo enquanto o Flamengo esteve com um a menos os dois brilharam. Gabigol infernizou a defesa equatoriana, que certamente terá pesadelos com ele. No meio-campo, Gerson atuou defensivamente quando necessário e mostrou qualidade para chegar à frente e balançar as redes.
Ao conquistar a Recopa Sul-Americana, o Flamengo levantou sua terceira taça neste início de temporada Crédito: Marcelo Cortes/Flamengo
Quando sofreu o 2 a 0, o Del Valle perdeu a cabeça e entregou os pontos. Não era mais possível surpreender o rival. O atacante Cabeza foi expulso e só deixou explícito como sua equipe estava perdida em campo. Foi a senha para o Flamengo dar o golpe de misericórdia mais uma vez com Gerson. Um resultado construído com muita inteligência emocional.
A adversidade de enfrentar um bom time e com um jogador a menos durante um tempo significativo não se tornou desespero, mas revelou a frieza de um elenco que está preparado para vencer em qualquer situação. Já são três taças neste início de temporada. E quem ousa dizer que o Flamengo não conquistará mais?

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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