O tombo na produção da indústria capixaba no primeiro semestre impressiona pelo tamanho e alimenta receio de resultado anual ruim ou muito tímido. Mas há sinais importantes de reação no conjunto de indicadores, abrangendo, além da produção, o rendimento médio das empresas e o uso da capacidade instalada, entre e outros.
O parque local de fábricas amargou a maior retração do país na produção física dos seis primeiros meses do ano – um recuo de 5,5%, puxado com força pelos segmentos de minerais não metálicos e de celulose, que têm grande influência no desempenho da indústria em geral.
Os números referentes apenas a junho mostram que o Espírito Santo também teve a maior queda do país. Mas, justamente neste mês, aparecem alguns avanços – embora modestos, que não recuperam perdas acumuladas no semestre e, menos ainda, nos últimos 12 mes
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É o caso, por exemplo, do rendimento médio mensal das empresas, que aumentou 1,2%, e da utilização da capacidade instalada, que subiu 0,3 ponto percentual e alcançou 77,9%. Em consequência, a massa salarial (montante pago aos trabalhadores) cresceu 1,2%, refletindo investimento em pessoal. Mesmo com a retração da produção, atividade industrial capixaba criou mais de 4,5 mil postos de trabalho neste ano.
Velhos problemas enfrentados pela economia, no Espírito Santo e demais Estados – como excesso de impostos, burocracia estatal altamente onerosa e infraestrutura precária em vários vieses – agregam-se a outros problemas como o ajuste fiscal emperrado e o clima de incerteza política. Daí o decréscimo das estimativas sobre o PIB nacional.
Novos rumos dependem da eleição de um presidente que realize reformas e de um Congresso menos fisiológico e mais desenvolvimentista.