
Gutman Uchôa de Mendonça*
Discute-se se a Terceira Ponte, sobre a Baía de Vitória, diante da incidência de suicídios, merece uma proteção com telas ou placas de vidro e aço, uma diversidade de ideias, para inibir esse problema. Na discussão também entram os custos elevados da intervenção e até se a colocação da proteção poderia ou não atrapalhar a vista para um dos cartões-postais do Estado, o Convento da Penha. O negócio é que suicídio é complicado. Trata-se da vida alheia.
Outro dia, um jovem arquiteto, pensando no futuro, elaborou uma ideia que poderia transformar uma formidável região do nosso Estado em um polo de desenvolvimento turístico.
A ideia de Bryan Noronha de Mendonça é adaptar ao lado da proteção da Terceira Ponte, um monotrilho que carregaria passageiros nos dois sentidos. Sua implantação seria por meio de concessão, e um gigantesco passo para o futuro. Existem muitas ideias por aí, sonhadores que buscam uma tremenda inovação no campo do transporte de massa, e ainda com um pendor para o turismo.
Acho que o Brasil vai passar por uma profunda modernização nos seus princípios políticos, sociais, administrativos e até morais. Mas não há futuro para o Brasil com falta de mobilidade urbana.
Montou-se no Brasil um dos piores sistemas burocráticos do mundo. Para desmontar essa formidável tragédia será preciso mais uns 80 anos.
Ainda não vi um projeto mais genial do que o monotrilho para a Terceira Ponte. Além de ser inovador e bonito, vai prestar um serviço ao desenvolvimento do turismo do Estado como nunca foi sonhado. A ideia do jovem arquiteto foi entregue ao DER. Agora, é preciso outro sonhador para tirá-lo do armário!
*O autor é jornalista