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Atendimento gratuito

Nome sujo? Saiba onde buscar socorro no ES para quitar dívidas

Projeto ajuda a reestruturar as contas para realizar o sonho da casa própria, viagem e segurança financeira

Publicado em 29 de Abril de 2026 às 12:04

Publicado em 

29 abr 2026 às 12:04
Nova regra vai proteger idoso e outros consumidores superendividados
Há ao menos 81,7 milhões de pessoas endividadas no Brasil  IStock

Para ajudar pessoas a saírem do vermelho, diferentes instituições oferecem consultoria e educação financeira de forma gratuita no Espírito Santo. Entre elas, o projeto de extensão Serviço de Atendimento Financeiro (SOF Ufes), do Departamento de Ciências Contábeis (DCC) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), presta atendimento e auxilia pessoas endividadas a colocar as contas em dia.


O projeto já atendeu mais de 130 pessoas por meio da educação financeira e funciona com ciclos de aprendizado com duração de 3 a 6 meses. A professora de Finanças do Departamento de Ciências Contábeis (DCC) e coordenadora do SOF Ufes, Patrícia Bortolon, explica que o trabalho é feito de forma personalizada para cada pessoa atendida.


“A gente passa pelo mapeamento das dívidas dessa pessoa, tenta orientar para a renegociação, troca de dívida cara por dívida mais barata. Então, começa a fazer um trabalho para identificar como que essa pessoa ganha e gasta dinheiro. E é impressionante como as pessoas não sabem para onde está indo o dinheiro delas”, explica Patrícia.

Segundo dados do Mapa da Inadimplência do Brasil, há ao menos 81,7 milhões de pessoas endividadas no país, um crescimento de 38,1% em relação a 2016. Além disso, o levantamento aponta que 42% dos brasileiros inadimplentes em 2026 já tinham se endividado e enfrentado restrições há 10 anos, representando 34 milhões de brasileiros em reincidência.


Para a professora, a organização é essencial e permite que as pessoas mudem o comportamento financeiro, aprendendo a gerenciar os próprios gastos. 


“A gente faz reunião com os assistidos e a gente discute para ver como que ela está gastando, onde que ela pode cortar gastos? Fazemos esse direcionamento até que ela saia da situação de endividamento e que essa pessoa consiga construir uma reserva de emergência e também conseguir poupar para os sonhos que ela tem. As pessoas têm sonhos de comprar casa, fazer viagem, comprar cursos mas não conseguem poupar para essas coisas”, destaca a coordenadora.

Através da educação financeira, o projeto auxilia as pessoas atendidas a transformar seus hábitos e sua relação com o dinheiro.


Saber lidar com dinheiro tem muito a ver com comportamento. É como uma dieta ou mudança para uma vida saudável; exige disciplina e mudança de hábitos. Principalmente quando se trata de não voltar a se endividar

Patrícia Bortolon
Professora de Finanças do Departamento de Ciências Contábeis (DCC) e coordenadora do SOF Ufes

oferece desde palestras de sensibilização até acompanhamentos individuais rigorosos que podem durar até seis meses.
O SOF Ufes oferece palestras de sensibilização .Divulgação: SOF Ufes

As inscrições para novos ciclos de atendimento na SOF Ufes ocorrem periodicamente. O projeto também dá palestras de educação financeira para empresas e outras instituições com a ação "Finanças Pessoais Até Você". Interessados em entrar na fila de espera ou solicitar palestras para comunidades podem entrar em contato por meio do e-mail [email protected]


Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) possui um Núcleo Especializado em Direito do Consumidor, que atua em ações coletivas — quando o dano atinge um grupo de pessoas — e individuais para casos de dívidas superiores a 40 salários mínimos.


Para buscar atendimento, o cidadão deve procurar assistência jurídica na unidade da Defensoria Pública mais próxima. O Núcleo funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. As unidades de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica também têm atendimento aos sábados, das 8h às 12h. É possível agendar e agilizar o atendimento sem sair de casa pela Central de Atendimento Remoto.


Em caso de dívidas inferiores a 40 salários mínimos, a recomendação é que o cidadão recorra diretamente aos Juizados Especiais Cíveis, conhecidos como pequenas causas, que são vinculados à Justiça estadual e têm competência para conciliação, processo e julgamento de causas cíveis de menor complexidade. Esta é uma forma mais rápida de resolver conflitos de menor valor, sem a necessidade de um advogado ou defensor público

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