Falhas e desajustes de projetos, de mãos dadas com a burocracia, são os perpetuadores do atraso das obras públicas. É o caso do Contorno do Mestre Álvaro, uma intervenção de infraestrutura essencial para desafogar o trânsito de veículos pesados da BR 101. É uma melhoria para a infraestrutura viária da Grande Vitória.
Prestes a sair do papel, após quatro anos da assinatura do contrato, um novo problema no planejamento provocou mais um adiamento, após as obras terem sido autorizadas em abril passado: os possíveis alagamentos em um trecho de 5 quilômetros apontado pelo Iema. Para contornar essa ameaça, o órgão ambiental propôs a construção de um elevado, o que foi acatado pelo consórcio responsável pela obra.
Mas por que só viram isso agora? Pela falta de um projeto executivo bem feito, que obrigatoriamente observasse as características do terreno e já apresentasse soluções de engenharia. Só projetos falhos exigem tantas correções. Para piorar, a burocracia não permite que o restante da obra seja tocado enquanto a situação do trecho se resolve. Só o atraso consegue seguir em frente.