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Vitor Vogas

Sinais de curto-circuito na base de Hartung

Cotado para substituir Octaciano Neto (PSDB) na Secretaria de Agricultura, o diretor-presidente do Incaper, Marcelo Coelho (PDT), afirma que não vai ser candidato a nada na eleição de 2018

Publicado em 13 de Março de 2018 às 21:00

Públicado em 

13 mar 2018 às 21:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Crédito: Amarildo
Foi surreal, mas realmente ocorreu. Precisamente no momento em que a oposição ao governo Paulo Hartung (PMDB) se articula e se mostra cada vez mais organizada na Assembleia Legislativa, o deputado José Esmeraldo (PMDB) – do partido e da base de Hartung – usou a tribuna para reclamar, sem o menor pudor, que colegas da base estão “ganhando” mais torres de telefonia móvel do que ele para distribuir entre as bases eleitorais. Ele se referiu ao programa de instalação de 100 torres do tipo por comunidades rurais de todo o território capixaba, lançado em outubro de 2017 e coordenado pelo secretário de Estado de Agricultura, Octaciano Neto (PSDB).
“Das minhas torres eu não abro mão. Não admito que deputados aqui tenham três, quatro torres de telefonia móvel, e eu não tenha nenhuma. Sou da base. Eu acreditei, confiei. Ninguém aqui vai me passar a perna não! É inadmissível! Não sei qual foi o esquema que armaram, mas isso não vamos aceitar! Doa a quem doer! Sei de deputados e deputadas que já têm quatro torres. Vou começar a citar nomes!”, ameaçou.
A manifestação de Zé Esmeraldo é emblemática, por revelar algumas questões de maneira translúcida, com a sinceridade desavergonhada do deputado da Capital que se diz membro da base:
1) Pelo que indicam suas palavras, um programa de governo foi loteado pela Secretaria de Agricultura entre deputados da base, cada um com direito a uma cota. Isso às vésperas do início do processo eleitoral;
2) O apoio de alguns integrantes da base ao atual governo se sustenta pura e simplesmente sobre esse “varejão político”;
3) Enquanto a oposição, em absoluta minoria numérica, tem ido à tribuna com frequência para fazer ataques cada vez mais coordenados ao governo, a base se esfarinha e se perde em picuinhas do gênero. Em vez de defender conceitualmente os programas do governo, com argumentos e dados, colegas da própria base se dedicam a brigar entre si por migalhas, apontam dedos uns para os outros, falam em “esquemas”, ameaçam pares e priorizam discussões escancaradas sobre quem se beneficia mais ou menos politicamente dos mesmos programas. O que nos leva à pergunta: qual é o real comprometimento de boa parte desses parlamentares com o atual governo?
Na véspera, no auge da sessão em que o governo sofreu verdadeira blitz do quarteto oposicionista (Majeski, Euclério, Da Vitória e Freitas), um outro momento revelador, e igualmente surreal, passou quase batido. Também membro da base e do PMDB, o deputado Marcelo Santos, que presidia a sessão, arriscou uma tímida intervenção em defesa do governo. Mas pasmem: na mesma fala, criticou o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Espírito Santo (DER-ES), Enio Bergoli (PSDB), dizendo que ele “comete vários erros”:
“Volto a reiterar as ações positivas que o governo do Estado tem feito em prol da população capixaba. E é claro: todo governo, seja aqui ou em qualquer lugar do mundo, tem erros. Mas os acertos são bem maiores que os erros. E pode ter certeza que os erros cometidos, em sua maioria, são promovidos por aqueles que foram delegados a função lá na ponta, como secretários, diretores... Como por exemplo o diretor-geral do DER-ES, que comete vários erros.”
Como se pode concluir, o governo hoje possui uma base assentada em bases muito pouco sólidas.
Cuidados triplicados
A superintendente de Comunicação, Andréia Lopes, reuniu ontem todos os assessores de imprensa do governo Paulo Hartung e representantes de todas as agências que têm conta no governo para assistir à mesma palestra dada na véspera a secretários pelo procurador do Estado Rodrigo de Paula. Assunto: condutas vedadas no período eleitoral.
Sei, prefeito...
Do prefeito Max Filho, ao sair do plenário da Assembleia na última segunda-feira, explicando o porquê da visita: “Visita de cortesia. Não é a primeira vez que venho à Assembleia como prefeito. Mas talvez seja a última (gargalhada)!”
Em toda parte, menos...
A propósito, Max Filho, ao que tudo indica, já delegou de vez a administração de Vila Velha ao vice, Jorge Carreta, enquanto corre para viabilizar candidatura ao governo. Na última quinta-feira, foi a Brasília pedir espaço no Podemos ao senador Alvaro Dias. Na segunda, passou a tarde na Assembleia. Na próxima sexta, irá a São Mateus (viagem longa), ao lado de Freitas, que tem reduto lá e é deputado de oposição a Hartung pelo PSB de Casagrande, de quem Max também tem se aproximado.
Falando em oposição...
Na manhã de segunda, o governador PH assinou a ordem de serviço para a construção de uma unidade-padrão do Corpo de Bombeiros em Vila Velha. Nem Max nem Carreta compareceram à solenidade, no Palácio Anchieta. Como representante, mandaram o secretário municipal de Segurança, coronel Oberacy Emmerich... que é filiado ao PSB e é pré-candidato a deputado estadual.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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