Publicado em 24 de março de 2026 às 17:14
O transplante capilar tem se consolidado como uma alternativa cada vez mais procurada por quem deseja reverter a calvície e recuperar áreas com fios rarefeitos. Reconhecido pela eficácia e pelos resultados duradouros, o procedimento oferece uma solução considerada definitiva para muitos casos. Ainda assim, é importante entender que, mesmo com seus benefícios, pode haver situações em que um novo transplante seja necessário ao longo do tempo. “Um novo transplante capilar pode ser indicado, por exemplo, para corrigir problemas do primeiro procedimento realizado em outro serviço ou para complementar resultados e deixar o cabelo com mais densidade”, explica o médico Dr. Marcelo Nogueira. >
De acordo com o profissional, a recomendação de um novo transplante capilar varia conforme as especificidades do paciente. “A indicação é individualizada e depende de fatores como o padrão de queda de cabelo, se a pessoa que se submete ao procedimento faz o tratamento recomendado pelo médico ou não, a densidade alcançada no primeiro procedimento e as características da área doadora”, afirma. >
Segundo o médico, uma ocasião comum que pode indicar a realização de um segundo transplante é quando a pessoa que se submete ao procedimento não faz tratamento orientado para preservação dos fios nativos (os fios que ela já possuía antes de receber os fios transplantados da área doadora) e a calvície continua evoluindo após a cirurgia. >
“O transplante capilar não interrompe o processo de queda capilar dos fios nativos. Os fios transplantados não voltam a cair, mas os fios ao redor da área tratada, chamados de nativos, continuam a sofrer os efeitos da queda capilar. Por isso, o tratamento clínico é tão importante e deve ser continuado mesmo após o transplante capilar”, diz o Dr. Marcelo Nogueira. >
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O médico explica que, caso o paciente não siga corretamente o tratamento clínico, novas áreas de rarefação podem surgir com o passar do tempo (em meses ou poucos anos), o que pode tornar necessário um novo transplante capilar. “Não é incomum que os pacientes realizem mais de um transplante capilar ao longo da vida por esse motivo”, acrescenta. >
Outra situação que, de acordo com o Dr. Marcelo Nogueira, pode indicar a revisão do transplante capilar é quando o primeiro procedimento não foi capaz de conferir uma densidade capilar satisfatória ou quando o resultado ficou muito artificial devido a fatores como angulação inadequada dos fios, uso de materiais que não são personalizados ou desenho pouco natural da linha capilar. >
“Essas questões estão diretamente relacionadas à experiência do profissional que realizou o procedimento. Então, para reduzir a necessidade de realizar um novo transplante, é sempre indispensável buscar um médico que é referência na área e com extensa experiência”, destaca. >
Além disso, o surgimento de falhas na região transplantada também pode indicar uma nova cirurgia. “Em alguns casos, parte dos folículos transplantados pode não sobreviver, o que pode estar relacionado à cicatrização, à vascularização local ou aos cuidados no pós-operatório. Além disso, doenças inflamatórias do couro cabeludo ou alterações hormonais também podem interferir no crescimento adequado dos fios transplantados”, diz o médico. >
Caso o resultado do primeiro procedimento ou as novas falhas causem incômodo no paciente, é possível buscar por uma nova restauração capilar. Mas antes de decidir por isso, é fundamental aguardar o resultado definitivo do primeiro transplante. “Em geral, recomenda-se esperar pelo menos 12 meses antes de realizar um novo transplante na mesma área, o que permite avaliar corretamente o resultado e garantir a recuperação adequada do couro cabeludo”, recomenda o Dr. Marcelo Nogueira. >
Ele acrescenta que a possibilidade da realização do novo procedimento depende da avaliação do médico, principalmente com relação à área doadora. “O transplante capilar depende da disponibilidade de folículos na área doadora. Mas, caso haja folículos suficientes disponíveis, o transplante capilar pode ser repetido com segurança, conferindo resultados extremamente satisfatórios”, completa o médico. >
Por Maria Paula Amoroso >
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