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Páscoa: chocolate em excesso pode afetar a saúde do fígado

O período mais doce do ano pode esconder um perigo silencioso; especialista aponta os riscos ligados à gordura no órgão
Portal Edicase

Publicado em 

31 mar 2026 às 16:13

Publicado em 31 de Março de 2026 às 16:13

Identificar alterações no corpo após períodos de exagero alimentar é essencial para evitar complicações mais graves (Imagem: Peakstock | Shutterstock)
Identificar alterações no corpo após períodos de exagero alimentar é essencial para evitar complicações mais graves Crédito: Imagem: Peakstock | Shutterstock
A Páscoa costuma trazer momentos de celebração, mas também um consumo em excesso de chocolate, especialmente em versões mais ricas em açúcar e gordura. Esse padrão concentrado pode impactar diretamente o funcionamento do fígado, favorecendo o acúmulo de gordura e o surgimento da esteatose hepática, condição cada vez mais comum na população.
“O fígado é o principal responsável por metabolizar tudo o que ingerimos. Quando há um consumo elevado de açúcar e gordura, como acontece com muitos chocolates industrializados, ele precisa trabalhar mais do que o habitual”, explica o Dr. Lucas Nacif, cirurgião do aparelho digestivo e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD).

Impactos do consumo excessivo de gordura e açúcar

O médico explica que esse esforço do fígado para processar o açúcar e a gordura, quando pontual, costuma ser bem tolerado. O problema começa quando o excesso se repete ou se intensifica. “O mecanismo é direto. O consumo de açúcar em grandes quantidades estimula a lipogênese hepática, ou seja, a produção de gordura dentro do próprio fígado. Já a gordura saturada piora a resistência à insulina e favorece inflamações hepáticas”, acrescenta.
A esteatose hepática, quando não monitorada adequadamente, pode evoluir para formas inflamatórias mais graves, elevando o risco de fibrose, cirrose e câncer hepático (Imagem: freshcare | Shutterstock)
A esteatose hepática, quando não monitorada adequadamente, pode evoluir para formas inflamatórias mais graves, elevando o risco de fibrose, cirrose e câncer hepático Crédito: Imagem: freshcare | Shutterstock

Quando o excesso deixa de ser pontual e vira risco

A esteatose hepática, quando não acompanhada, pode progredir para quadros inflamatórios mais avançados, aumentando o risco de fibrose, cirrose e até câncer hepático. Segundo pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), entre os pacientes com esteatose hepática simples no Brasil, de 12% a 40% desenvolverão a forma mais avançada da doença, com fibrose, após oito a 13 anos. Desses, aproximadamente 15% evoluirão para cirrose.
No Brasil, esse já é um cenário preocupante, visto que aproximadamente 30% a 35% da população adulta sofre de esteatose hepática, com prevalência ainda maior entre pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.
Crianças também entram nessa conta. A Páscoa costuma vir acompanhada do “pode mais um”, e isso acende um alerta importante para a saúde metabólica desde cedo. Dados de estudos epidemiológicos indicam que a prevalência de doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD) na população pediátrica geral varia entre 3% e 10%, mas pode chegar a cerca de 50% entre crianças com obesidade.

Sinais de alerta de esteatose hepática

Como a esteatose raramente causa sintomas no início, alguns sinais indiretos merecem atenção:
  • Cansaço persistente e sensação de peso após as refeições;
  • Desconforto no lado direito do abdômen;
  • Exames de rotina com enzimas hepáticas alteradas (TGO e TGP elevadas);
  • Gordura abdominal acumulada.
“Se a pessoa termina a Páscoa sentindo aquele cansaço exagerado, barriga inchada, digestão pesada por dias, vale uma conversa com o médico e talvez um exame de imagem para ver como o fígado está”, finaliza o Dr. Lucas Nacif.
Por Ludmila Baldoni

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