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R$ 1.500

Farmácias começam a vender primeiro eletrocardiograma de uso doméstico

Aparelho, que custa em torno de R$ 1.500, também afere a pressão arterial; leitura de resultados deve ser feita por médicos

Publicado em 30 de Setembro de 2024 às 07:46

Agência FolhaPress

Publicado em 

30 set 2024 às 07:46
O primeiro eletrocardiograma de uso doméstico chegou às farmácias brasileiras. Chamado de Complete, o produto -desenvolvido pela multinacional japonesa Omron Healthcare- foi apresentado neste ano, nos congressos americano e brasileiro de cardiologia.
Nas drogarias Pague Menos, Sinete, Extrafarma, São Paulo e Pacheco o aparelho custa cerca de R$ 1.500.
"Complete", aparelho de uso doméstico que faz eletrocardiograma e mede a pressão arterial ao mesmo tempo "Complete", aparelho de uso doméstico que faz eletrocardiograma e mede a pressão arterial ao mesmo tempo Crédito: Omron Healthcare
O equipamento realiza o eletrocardiograma e afere a pressão arterial ao mesmo tempo. De fácil manuseio, pode ser usado por qualquer pessoa. O resultado, que não se trata de um laudo, é transmitido ao médico em cerca de 30 segundos. Para isso, é preciso baixar o aplicativo.
A inspiração para a criação do aparelho surgiu de uma diretriz da Sociedade Europeia de Cardiologia sobre Fibrilação Atrial que recomendou, em 2021, a realização de um eletrocardiograma diário em pacientes acima de 65 anos.
No Brasil, a fibrilação atrial afeta mais de 5 milhões de pessoas. Caracterizada pela frequência cardíaca irregular, a doença aumenta o risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral) em pacientes não diagnosticados.
Quando sintomática, o principal alerta é a arritmia. De 14% a 22% dos casos de fibrilação atrial a causa é a hipertensão.
A condição não diagnosticada, por sua vez, é três vezes mais comum em pessoas com pressão alta.
Estudos indicam que os hipertensos com mais de 65 anos de idade têm três vezes mais chances de desenvolver fibrilação atrial em comparação com aqueles indivíduos com pressão arterial normal. Além disso, pacientes com a condição têm cinco vezes mais chances de ter um AVC.

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