- A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença rara e progressiva que causa aumento da pressão nas artérias dos pulmões. Os sintomas incluem falta de ar, fadiga, tontura e inchaço, e o diagnóstico precoce é essencial para o manejo da doença.
Na novela Três Graças, da TV Globo, a personagem Lígia, interpretada por Dira Paes, enfrenta a hipertensão arterial pulmonar (HAP), uma doença rara e grave que impacta diretamente o funcionamento do coração e dos pulmões. No primeiro capítulo da novela das nove, a personagem confessou que está piorando da condição, que, apesar de ter sido inserida na ficção, é um problema da vida real.
A HAP é uma condição crônica e progressiva caracterizada pelo aumento da pressão nas artérias que transportam o sangue do coração para os pulmões. Esse aumento ocorre porque as paredes dessas artérias se tornam mais espessas, rígidas e estreitas, dificultando a passagem do sangue e exigindo um esforço cada vez maior do coração.
De acordo com a pneumologista Jessica Polese, esse esforço constante pode levar à insuficiência cardíaca. “Com o tempo, o paciente começa a sentir cansaço, falta de ar e palpitações até em atividades simples do dia a dia, como subir escadas ou caminhar curtas distâncias”, explica.
Embora a origem do problema esteja nas artérias pulmonares, os pulmões também sofrem impactos importantes. A circulação comprometida reduz o fornecimento de oxigênio ao corpo, provocando falta de ar, cansaço extremo e hipoxemia crônica (baixos níveis de oxigênio no sangue).
A médica reforça que a hipertensão arterial pulmonar é diferente da hipertensão comum. “Enquanto a hipertensão sistêmica está associada a fatores como obesidade e excesso de sal, a HAP acomete apenas os vasos dos pulmões e costuma ter origem genética, autoimune ou relacionada a doenças cardíacas e pulmonares”, explica.
Os principais sintomas incluem falta de ar, cansaço, tontura e desmaios, o que pode levar à confusão com outras doenças respiratórias, como a pneumonia. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial.
A confirmação do quadro requer uma avaliação médica detalhada, com exames como ecocardiograma, tomografia, ressonância magnética, testes de função pulmonar e exames de sangue.
Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada. “Hoje contamos com medicamentos capazes de dilatar os vasos pulmonares e reduzir a pressão, além de terapias complementares como oxigenoterapia, atividade física supervisionada, vacinação contra infecções respiratórias e, em casos graves, transplante pulmonar”, explica Jessica.
A pneumologista alerta: “O diagnóstico precoce e o acompanhamento com uma equipe especializada são fundamentais. Quanto antes a HAP for identificada, maiores são as chances de estabilizar a doença e garantir qualidade de vida ao paciente”.