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6 dicas para proteger a visão das crianças diante das telas

Veja como evitar a exposição prolongada e os consequentes impactos para a saúde dos olhos

Publicado em 25 de Abril de 2025 às 18:59

Portal Edicase

Publicado em 

25 abr 2025 às 18:59
O uso de telas pode prejudicar a visão das crianças (Imagem: Iren_Geo | Shutterstock)
O uso de telas pode prejudicar a visão das crianças Crédito: Imagem: Iren_Geo | Shutterstock
O uso excessivo de telas por crianças tem preocupado especialistas em saúde ocular, especialmente diante do aumento da miopia e outros problemas oftalmológicos. Isso porque a exposição prolongada pode trazer impactos significativos para a visão infantil.
Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria, o tempo de exposição às telas deve ser controlado conforme a faixa etária da criança e do adolescente. Crianças abaixo de 2 anos não devem ter contato com telas. Entre 2 e 5 anos, o uso deve ser limitado a 1 hora diária, enquanto entre 6 e 10 anos o ideal é de 1 a 2 horas.
Já adolescentes entre 11 e 18 anos podem utilizar dispositivos eletrônicos por até 2 a 3 horas ao dia. No entanto, a realidade muitas vezes ultrapassa essas recomendações, exigindo maior atenção dos pais e responsáveis.

Miopia e outros impactos oculares

A principal consequência do uso excessivo de telas em crianças é o aumento da miopia. A exposição prolongada a dispositivos digitais pode alterar o crescimento do globo ocular, resultando em uma dificuldade progressiva de enxergar de longe.
Além disso, a proximidade excessiva com a tela pode levar ao estrabismo, um desalinhamento ocular causado pelo esforço contínuo para focar imagens muito próximas. Outro problema frequente é a fadiga ocular digital, caracterizada por olhos vermelhos, ressecamento e dores de cabeça.
“O uso prolongado e sem pausas pode levar ao aumento da miopia infantil, condição que tem crescido bastante”, alerta Dra. Lucia Passos, oftalmopediatra da Associação Israelita Fortunée de Picciotto, que reforça a necessidade de procurar um médico. “Os pais precisam estar atentos e fazer exames regularmente. Se perceberem algo diferente, o ideal é procurar um médico”.
Os responsáveis devem levar as crianças para consultas periódicas com um oftalmologista para detectar qualquer alteração na visão (Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock)
Os responsáveis devem levar as crianças para consultas periódicas com um oftalmologista para detectar qualquer alteração na visão Crédito: Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock

Medidas preventivas para o uso de telas

Para minimizar os impactos do uso de telas, especialistas da Associação Israelita Fortunée de Picciotto recomendam que os pais e responsáveis adotem algumas medidas preventivas com as crianças:
  • Respeitar os tempos recomendados: evitar o excesso de exposição, seguindo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria;
  • Reforçar pausas frequentes: a cada 20 minutos de uso, a criança deve olhar para um ponto distante por pelo menos 20 segundos. Lembrar as crianças de piscar também é importante;
  • Manter a distância correta: celulares e tablets devem ficar a, no mínimo, 30 cm dos olhos, enquanto televisores precisam estar a mais de 2 metros de distância;
  • Ajustar brilho e contraste: configurar dispositivos para níveis mais confortáveis e ativar filtros de luz azul;
  • Incentivar atividades ao ar livre: estudos indicam que brincar ao ar livre cerca de 2 horas/dia reduz significativamente os riscos causados pelo excesso de exposição a telas em crianças;
  • Consultar um oftalmologista regularmente: exames periódicos ajudam a detectar precocemente qualquer alteração na visão.
“O ideal é seguir as recomendações e não ultrapassar os limites para preservar a saúde ocular das crianças. Vale lembrar que o tempo excessivo de telas também está diretamente relacionado a uma rotina sedentária com consequências para a saúde em geral dos pequenos, como diabetes , obesidade e outros problemas”, finaliza a Dra. Lúcia Passos. 
Por Carla Monteiro

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