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4 sintomas físicos e mentais causados por desilusão amorosa

O impacto vai além da tristeza e pode desencadear uma série de reações no organismo

Publicado em 18 de Fevereiro de 2025 às 12:00

Portal Edicase

Publicado em 

18 fev 2025 às 12:00
O impacto das desilusões amorosas vai além da tristeza (Imagem: aslysun | Shutterstock)
O impacto das desilusões amorosas vai além da tristeza Crédito: Imagem: aslysun | Shutterstock
As desilusões amorosas são experiências dolorosas que podem afetar profundamente o bem-estar emocional e físico de uma pessoa. Quando um relacionamento termina ou não corresponde às expectativas, o corpo e a mente entram em um estado de reatividade que pode ser comparado ao sofrimento físico. O impacto das desilusões amorosas vai além da tristeza e pode desencadear uma série de reações no organismo.
“Quando passamos por um desgosto ou fim de relacionamento, nosso corpo reage de maneira complexa, influenciado por hormônios e neurotransmissores. Durante essas situações de estresse emocional intenso, o cérebro libera uma série de substâncias químicas, como o cortisol (hormônio do estresse), e pode haver uma queda nos níveis de dopamina, que está ligado à sensação de prazer, conexão e segurança”, explica o Dr. Frederico Lacerda, neurologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras.

Sensação de coração partido

Muito usada no cotidiano, a expressão “coração partido” é uma metáfora empregada para descrever uma tristeza ou dor profunda e essa relação tem uma explicação. “Em momentos de grande sofrimento emocional, é comum sentirmos dores no peito, que muitas vezes são associadas ao ‘coração partido’. Isso ocorre devido à liberação de substâncias químicas e ao impacto do estresse no sistema cardiovascular”, aponta o Dr. Frederico Lacerda.

Sintomas das desilusões amorosas

Dentre os sintomas físicos e psicológicos que podem surgir com as chamadas desilusões amorosas, o neurologista destaca estresse e ansiedade, fadiga e insônia, perda de apetite e ausência de motivação. Veja abaixo como cada uma se manifesta no organismo:

1. Estresse e ansiedade

O cortisol, hormônio associado ao estresse, é liberado em níveis elevados, o que pode resultar em sintomas como aumento da frequência cardíaca, pressão arterial elevada e sensação constante de alerta. É como se o corpo se preparasse para lutar ou fugir, e isso pode gerar um estado de ansiedade persistente.
A dor emocional pode causar cansaço físico constante (Imagem: Nicoleta Ionescu | Shutterstock)
A dor emocional pode causar cansaço físico constante Crédito: Imagem: Nicoleta Ionescu | Shutterstock

2. Fadiga e insônia

A dor emocional intensa pode afetar o sono, gerando insônia ou sono de baixa qualidade. Além disso, a exaustão emocional pode levar a um cansaço físico constante, afetando o nível de energia e a disposição para atividades cotidianas.

3. Perda de apetite

A falta de apetite durante períodos de tristeza ou estresse emocional é uma resposta do corpo à alteração do equilíbrio químico e hormonal que ocorre quando estamos emocionalmente abalados. A forma como o corpo lida com a dor emocional pode variar.
A tristeza pode alterar os níveis de neurotransmissores no cérebro, como a serotonina e a dopamina, que são responsáveis pela regulação do humor e do apetite . Com a queda desses neurotransmissores, o corpo pode perder a vontade de comer, uma vez que esses químicos também estão ligados ao prazer de se alimentar.

4. Mudanças no humor e motivação

A desilusão amorosa pode afetar diretamente os níveis de dopamina, como já mencionado. Com isso, a motivação para realizar atividades que antes eram agradáveis pode diminuir, e a pessoa se sente desinteressada, triste ou até sem energia para se engajar em seu cotidiano.

Cuide do corpo e da mente

O neurologista salienta que, embora as reações físicas e emocionais sejam naturais diante de uma desilusão amorosa, é fundamental cuidar do corpo e da mente nessas situações. “Buscar apoio psicológico , conversar com amigos e familiares, praticar exercícios físicos e adotar hábitos saudáveis são formas eficazes de lidar com o sofrimento e promover a recuperação”, finaliza.
Por Camila Souza Crepaldi

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