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Melasma na gestação: entenda as causas e como evitar as manchas

Condição dermatológica frequente na gravidez pode afetar a autoestima e a qualidade de vida

Publicado em 06 de Maio de 2026 às 18:14

Portal Edicase

Publicado em 

06 mai 2026 às 18:14
Proteção diária ajuda a prevenir o agravamento do melasma (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)
Proteção diária ajuda a prevenir o agravamento do melasma Crédito: Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock
O Dia das Mães celebra a importância dessas mulheres e, também, traz à luz as delícias e os desafios da maternidade. Sobre esse último, o melasma, por exemplo, é um problema comum durante a gestação. A condição provoca manchas escuras na pele e pode persistir mesmo após o parto, principalmente quando não há prevenção e cuidados adequados. 
Conforme a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), entre 50% e 75% das gestantes desenvolvem algum grau de hiperpigmentação . Em cidades com alta incidência solar, o fenômeno — conhecido tecnicamente como cloasma gravídico — torna-se ainda mais frequente.
De acordo com a médica Danìelà Hermes, a condição é um “coquetel biológico”. “O estrogênio e a progesterona estimulam os melanócitos a produzir melanina em excesso. Quando somamos isso à radiação UV e à luz visível, o resultado são manchas profundas que, se não tratadas, podem se tornar crônicas”, explica.

Manchas que vão além da estética

O melasma se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras, principalmente no rosto (testa, bochechas e buço), podendo também atingir outras áreas expostas ao sol. Embora não represente risco direto à saúde, o impacto emocional é significativo, afetando a autoestima e a qualidade de vida.
O risco não é distribuído de forma igual. Mulheres com fototipos mais altos, como peles pardas e negras, possuem melanócitos mais ativos. Além das manchas, o período gestacional costuma vir acompanhado de:
  • Hiperpigmentação linear: aumento da “linha nigra” no abdômen;
  • Alterações vasculares: acne gestacional que pode atingir até 42% das mulheres, além de estrias.
“São mudanças naturais do corpo, mas que exigem acompanhamento e orientação adequada para evitar agravamentos, principalmente em regiões de clima quente e úmido como o nosso”, reforça Danìelà Hermes.
O melasma pode persistir por anos se não houver tratamento adequado (Imagem: Studio Romantic | Shutterstock)
O melasma pode persistir por anos se não houver tratamento adequado Crédito: Imagem: Studio Romantic | Shutterstock

Pós-parto: melhora parcial e riscos de agravamento

A crença de que o melasma desaparece espontaneamente após o parto é um mito perigoso. Embora haja uma redução hormonal , a “memória” do melanócito permanece, ou seja, o melasma, por exemplo, pode persistir por anos se não houver tratamento adequado.
“Muitas mulheres perdem a janela ideal de tratamento por acreditar que a regressão será total. Sem intervenção e proteção rigorosa, a mancha estabiliza e o tratamento torna-se muito mais complexo”, alerta a médica.

Proteção diária ajuda a evitar agravamento das manchas

Para mitigar os danos, o consenso dermatológico internacional sugere:
  • Uso diário de protetor solar, com FPS 50 ou mais e com reaplicação ao longo do dia;
  • Evitar exposição solar intensa, especialmente entre 10h e 16h;
  • Uso de chapéus e barreiras físicas;
  • Hidratação constante da pele.
  • Evitar produtos sem procedência ou contraindicados para gestantes, como alguns ácidos e clareadores.
“Um erro comum é o uso de produtos por conta própria, principalmente pomadas e clareadores sem orientação médica. Isso pode piorar o melasma ou causar danos irreversíveis à pele”, finaliza Danìelà Hermes.
Por Ana Paula Britto

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