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Escoliose: conheça os sinais e os impactos da doença em crianças e adolescentes

Em alguns casos, a doença pode comprometer a mobilidade, causar dores e dificultar a realização de atividades físicas e tarefas do dia a dia

Publicado em 27 de Maio de 2026 às 17:12

Portal Edicase

Publicado em 

27 mai 2026 às 17:12
Escoliose pode evoluir de forma silenciosa e exige atenção aos sinais durante o crescimento (Imagem: mi_viri | Shutterstock)
Escoliose pode evoluir de forma silenciosa e exige atenção aos sinais durante o crescimento Crédito: Imagem: mi_viri | Shutterstock
Mudanças discretas na postura durante a infância e a adolescência nem sempre são apenas hábitos do crescimento. Assimetrias nos ombros, no quadril ou no tronco podem indicar escoliose, condição que afeta a curvatura da coluna e que, quando não identificada precocemente, pode evoluir ao longo dos anos.
Durante o Junho Verde, campanha dedicada à conscientização sobre a escoliose, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce, especialmente em crianças e adolescentes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição atinge entre 2% e 4% da população mundial. No Brasil, estima-se que mais de 6 milhões de pessoas convivam com a doença.

Sinais da escoliose

De acordo com o ortopedista e cirurgião da coluna Dr. André Evaristo Marcondes, a escoliose pode evoluir de forma discreta, principalmente nas fases iniciais. “Em muitos casos, a escoliose não causa dor no começo. O problema é que, quando passa despercebida, a curvatura pode progredir durante o crescimento. Por isso, pais, professores e pediatras precisam estar atentos a pequenas assimetrias no corpo da criança ou do adolescente”, explica.
Entre os sinais de alerta para a doença, estão ombros em alturas diferentes entre si, quadril desalinhado, inclinação do tronco para um dos lados, diferença na altura das escápulas e roupas que parecem “tortas” no corpo.

Tipos de escoliose

A escoliose pode ter diferentes causas e formas de apresentação. A mais comum é a Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA), que surge sem causa definida e costuma aparecer na fase de crescimento.Outros tipos são:
  • Congênitas: relacionadas a malformações presentes desde o nascimento;
  • Neuromusculares: associadas a doenças que afetam o equilíbrio muscular;
  • Degenerativas: mais frequentes em adultos e idosos;
  • Pós-traumáticas: que podem ocorrer após fraturas ou lesões importantes na coluna.
Nos adultos, a escoliose degenerativa pode provocar dores intensas na região lombar ou torácica, além de desequilíbrio do tronco e limitação para atividades do dia a dia.
Avaliação clínica ajuda a identificar sinais precoces da escoliose (Imagem: New Africa | Shutterstock)
Avaliação clínica ajuda a identificar sinais precoces da escoliose Crédito: Imagem: New Africa | Shutterstock

Tratamento para a escoliose

A avaliação médica é simples e pode indicar a necessidade de acompanhamento, fisioterapia , uso de colete ortopédico ou, em casos mais graves, tratamento cirúrgico. Segundo o Dr. André Evaristo Marcondes, a indicação de cirurgia costuma ser considerada quando a curvatura atinge níveis mais avançados, geralmente a partir de 40 a 45 graus, especialmente quando há risco de progressão ou impacto funcional.
“Quando a escoliose chega a graus mais elevados, a deformidade pode comprometer o equilíbrio do tronco, causar dor, prejudicar a qualidade de vida e, em situações mais severas, afetar até a função respiratória e cardíaca. O objetivo do tratamento é impedir que isso aconteça”, afirma.

Diagnóstico precoce reduz impactos da doença

Conforme o Dr. André Evaristo Marcondes, a escoliose não é apenas uma questão estética, pois essa alteração na coluna pode impactar diferentes aspectos da vida. “A escoliose pode afetar autoestima, mobilidade, desempenho físico e qualidade de vida. Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de controlar a evolução da curva com medidas menos invasivas”, ressalta.
O especialista reforça que qualquer assimetria persistente deve ser avaliada por um médico, especialmente durante a infância e a adolescência. “Observar a postura da criança, perceber diferenças nos ombros, na cintura ou no jeito de caminhar e procurar avaliação especializada diante de qualquer dúvida é uma atitude simples, mas que pode mudar completamente a evolução da doença”, conclui.
Por Jéssica Bordin

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