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Gestação

Saiba o que é pré-eclâmpsia, síndrome hipertensiva na gravidez

O quadro acomete até 8% das gestantes e geralmente surge de forma leve mas, se não acompanhado, pode trazer sérias complicações

Publicado em 26 de Abril de 2018 às 21:21

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 abr 2018 às 21:21
Pressão arterial deve ser verificada em todas as consultas do pré-natal Crédito: Pixabay | @rawpixel
Nina Franco teve uma companheira desagradável durante toda a gestação: a hipertensão arterial. Logo em sua primeira consulta, foi observada uma leve alta na pressão que deveria ser acompanhada mas que ainda não era motivo de alarde. “Eu sempre tive crises de ansiedade nas quais a minha pressão subia muito. Como eu tinha acabado de descobrir a gravidez, achei que fosse normal”, contou a analista.
Ela recebeu dosagens leves de medicação mas, conforme os sintomas pioraram, teve de aumentar a dosagem cada vez mais. “Eu estava com sintomas muito fortes: ouvia apitos como se fosse um trem passando, enxergava luzes estranhas, tinha tontura”. Por volta da 35ª semana, foi afastada do trabalho e precisou ser levada ao hospital, onde acabou tendo o parto antecipado em duas semanas.
O que Nina teve foi uma pré-eclâmpsia de grande gravidade. Essa é uma síndrome hipertensiva que acomete entre 4% e 8% de todas as grávidas. Embora acredite-se que ela esteja ligada à formação da placenta, ainda não se sabe exatamente suas causas. A reportagem conversou com especialistas para saber como deve ser o acompanhamento das mulheres do grupo de risco e quais são suas consequências caso não seja tratada da forma devida.
O ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior explica que a pré-eclâmpsia é detectada, em média, por volta da 30ª semana, podendo aparecer antes ou depois. “Se esse aumento da pressão é acompanhado de edema (inchaço), algumas alterações renais e eliminação de proteína pela urina, esse conjunto de sintomas vai caracterizar pré-eclâmpsia”, explica. Ela geralmente acontece de forma leve e pode ser tratada com repouso e medicação, que diminuem a pressão.
Nina conta que não teve um acompanhamento médico adequado: “Infelizmente, não tive tanta sorte com obstetra. O meu desmarcava as consultas com bastante frequência. Por isso, acabei passando com vários, pelo menos uns três intercalados, e não consegui ter um acompanhamento legítimo”.
A médica Leila Correa, do Hospital Sírio-Libanês, ressalta a importância de se fazer o pré-natal, acompanhamento médico durante a gravidez, corretamente. “Aconselha-se a medir a pressão da gestante em todas as consultas. Já na primeira, a gente detecta se é mulher com maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia e tomamos medidas preventivas”, diz.

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