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Dieta restrita

Os alimentos proibidos para as grávidas

Má alimentação pode prejudicar até aprendizado do bebê

Publicado em 05 de Agosto de 2019 às 10:50

Pedro Permuy

Publicado em 

05 ago 2019 às 10:50
Dieta de grávida: os alimentos proibidos Crédito: Fernando Madeira
A esteticista Raphaela Sales, de 36 anos, mantém uma rotina saudável na alimentação há anos, então não teve que adequar muito o cardápio quando descobriu que estava grávida, há quase nove meses. Mas, de lá para cá, passou a tomar algumas medidas especiais, como prestar atenção nos intervalos em que ficava sem comer. “Não pode passar de quatro horas”, diz, já alertando a recomendação que ela recebeu da nutricionista.
Hoje em dia ela opta por verduras frescas, sem alimentos processados e alimentação mais natural possível. “Às vezes a gente dá uma ‘fugidinha’, mas quando acontece a gente sente no corpo que tem alguma coisa diferente”, diz. Durante a gravidez, ela fez um acompanhamento com nutricionista para ter as dicas da melhor rotina: “E foi muito bom, porque mesmo eu tendo a noção, tive uma base também para montar o cardápio e pensar em coisas práticas”.
O grande segredo é que tanto a grávida quanto o bebê precisam receber nutrientes e minerais específicos em maior escala, o que demanda uma alimentação diferente. Segundo a nutricionista Fabiana Sales, linhaça e canela, por exemplo, devem ser proibidos para grávidas. Isso porque as duas substâncias aumentam o risco de sangramento.
“A cafeína também é proibida, ainda mais se for de café. Eu costumo liberar 150ml de café coado por dia e nem pensar em café de máquinas com cápsulas. As cápsulas são feitas de itens que, quando aquecidas, liberam substâncias nocivas”, explica.
SUPLEMENTAÇÃO
Para a nutricionista Thamires Favato, até antes da gestação a suplementação de ácido fólico, por exemplo, é importante para o desenvolvimento de célular nervosas, prevenção de defeitos congênitos e na melhora dos desenvolvimentos naturais do organismo. “ Outro suplemento mais usado é o ferro, pois a falta deste mineral pode levar a maior risco de parto prematuro, mortalidade materna e da criança e doenças infecciosas”, fala.
Thamires também destaca que quando há micronutrientes ou outras substâncias em falta no organismo da grávida, dentro do possível, eles devem ser suplementados. “Também importante usar o ômega3 e probióticos, os quais são prescritos pelo médico e o nutricionista”, continua. 
Segundo a especialista, esse equilíbrio é necessário porque a falta de nutrientes, por exemplo, podem influenciar na saúde do feto. Thamires exemplifica que as preferências têm que ser por cardápios ricos em vitaminas e minerais, que também melhoram até as complicações da gestação. “A mãe pode diminuir riscos de complicações na gravidez e até reduzir os enjoos e constipação intestinal, sintomas comuns nesse período gestacional”,finaliza.
ALIMENTOS PROIBIDOS
Peixes ou carne crua
Podem conter bactérias que causam até aborto.
Café e chás
Tudo com cafeína deve ser evitado, pois dificulta a absorção de nutrientes.
Bebida alcoólica
Pode trazer malefícios ao desenvolvimento do feto.
Açúcar
Pode gerar diabetes na grávida e aumento de peso excessivo.
Alimentos processados
Podem acarretar em problemas para a mãe e desenvolvimento do bebê.

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