“O homem vulgar se cobre, o rico se decora e o elegante se veste.” Essa frase célebre é atribuída a Balzac, e, acredite, diz muito sobre o guarda-roupa do homem contemporâneo. Vestir-se bem não é sinônimo de pagar caro, e sim saber o que funciona. Sem dúvida, a melhor maneira de focar na qualidade e abrir mão da quantidade é investir em peças coringas, altamente coordenáveis entre si.
Uma matemática simples e certeira é a das nove peças. Basta ter três calçados, um tênis branco e outro preto, e uma bota; três calças jeans, uma escura, outra clara, e uma terceira, preta; e três camisas lisas, branca, preta e azul marinho. Pronto, este arsenal enxuto fornece material adequado para 27 produções. Quase um mês inteiro sem repetir o look.
Com calma e inteligência, outras peças podem ser adicionadas ao grupo, desde que dentro da cartilha dos coringas coordenáveis. Outro segredo importante é reservar a sua atenção para a roupa, e não para a etiqueta. Não tenha preconceito com marcas desconhecidas e novos designers. É justamente neles em que está o novo fôlego da moda, e, portanto, mais atenção aos detalhes e na qualidade dos tecidos. A única etiqueta que deve ser considerada é a de lavagem, com recomendações essenciais para quem deseja ter roupas bem conservadas durante mais tempo.
Por fim, uma regra de ouro a ser trabalhada como mantra: a moda passa, mas o estilo permanece. Em outras palavras, cuidado com as tendências, pois os clássicos irão permanecer interessantes por mais temporadas.