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Preservativo

Comprar camisinha ainda é tabu para mulheres, diz pesquisa

Elas se sentem desconfortáveis (42%) ou julgadas (37%) na hora de obter o produto

Publicado em 12 de Janeiro de 2018 às 17:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 jan 2018 às 17:01
Crédito: Pixabay
Com o empoderamento feminino, as mulheres conquistam, a cada dia, mais espaços na sociedade e no mercado de trabalho. Mas quando o assunto é sexualidade o panorama parece que ainda tem o que evoluir. Uma pesquisa encomendada pela marca de preservativos Olla mostra que comprar camisinha ainda é tabu para grande parte do público feminino: elas se sentem desconfortáveis (42%) ou julgadas (37%) na hora de obter o produto. Já para a maioria dos homens (72%) é natural adquirir os preservativos.
"O constrangimento e a vergonha parecem estar relacionados ao medo de serem julgadas como promíscuas, enquanto os homens não sofrem o mesmo", analisa a antropóloga especialista em comportamento feminino, Mirian Goldenberg.
Um dado que preocupa a sociedade médica foi confirmado pelos entrevistados na pesquisa — pessoas sexualmente ativas com idades entre 18 e 35 anos: grande parte deles raramente usa camisinha.
"Com o avanço nos tratamentos, o medo de contrair uma doença sexualmente transmissível diminuiu muito. Então os jovens que não viveram a época do descobrimento do HIV, deixam de usar o preservativo. Isso tem aumentado muito a transmissão de DSTs, como a sífilis, por exemplo", afirma Cássio Sartório, ginecologista do Vida Centro de Fertilidade.
POUCAS LEVAM NA BOLSA
 
Das mulheres entrevistadas, 63% afirmaram já ter feito sexo sem proteção porque nenhum dos dois tinha camisinha. Apesar de acharem que deveriam levar os preservativos na bolsa (77%), apenas 29% delas os têm. Grande parte (47%) acredita que seria julgada pelo parceiro por ter o item, mas 79% dos homens garantiram que não veriam problema algum.
"Apesar de defenderem uma maior igualdade de gênero em suas falas, elas têm medo do preconceito a respeito de seus comportamentos sexuais. A vergonha não é necessariamente do parceiro, mas de não corresponder a um modelo de mulher que reprime a própria sexualidade", afirma Mirian.

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