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Não sai dos ouvidos - e da pista de dança

As músicas repaginadas são tendência, e prometem invadir as festas no ES

É preciso sentir a temperatura da pista e escolher as músicas certas (sejam elas clássicas ou contemporâneas) para assegurar o sucesso de uma festa. Quem garante são os especialistas no assunto

Publicado em 27 de Maio de 2019 às 17:04

Ana Luiza Oliveira

Publicado em 

27 mai 2019 às 17:04
Todo mundo tem aquela música favorita, né? ou a “chiclete”, que não sai da cabeça, e até mesmo algumas que emocionam, trazendo à tona certas lembranças especiais. E, sem elas, os casamentos, aniversários, bodas, e outras comemorações não teriam o mesmo sentido, porque, afinal, o que seriam das festas, sem aquela tão esperada hora de invadir a pista de dança. E nesse quesito, há desde os hits clássicos até os mais contemporâneos. Pra antecipar todas as novidades, conversamos com três profissionais que são responsáveis por animar as principais festas da ilha.
Jerferson Neves começou aos 14 anos, brincando de Dj nas festas Crédito: Fábio Travezani
BRINCADEIRA QUE FICOU SÉRIA
O empresário Jeferson Neves, que fez sucesso como o Dj Jefinho nas festas e hoje comanda a One Nice Experience – especializada em planejamento de eventos – conta que começou na música aos 14 anos, tocando em festas de família. “Comecei novo, brincando de Dj nas festas de família. Mas essa brincadeira foi ficando séria, e as pessoas foram gostando, aí quando vi a empresa já tinha crescido muito para simplesmente parar” , compartilhou Jeferson.
Hoje o profissional não toca mais nas festas, mas ainda continua na área fazendo a produção. “Atuo no desenvolvimento de projetos de cenografia, e também na consultoria artística para adequar o perfil dos clientes às melhores atrações”, salienta. Por conta disso, Jeferson também está sempre atento às novidades. Ele garante que um Dj de festas tem que estar sempre atento à pista, adequando as músicas ao estilo do público daquele local. “Essa é a verdadeira arte de um bom DJ, que faz festas particulares”, ensina ele. Para o empresário, o sertanejo e o funk vão continuar bombando no próximo ano. “São dois estilos amados pelos brasileiros”, garante.
Sobre o funk, ele avalia que hoje é o ritmo mais pedido - principalmente entre os jovens. “O ritmo é realmente muito envolvente, tanto para as mulheres quanto para os homens, e permite que todos se joguem na pista quando a gente toca”, complementa Jeferson.
Hariton Nathanaillidis montou a Sonatha por perceber uma necessidade de profissionalizar o ramo de música em festas no ES Crédito: Arquivo pessoal
CLÁSSICOS NÃO MORREM
Apesar da eletricidade das festas de hoje, muitas pessoas ainda gostam e preferem o clássico, e as empresas desse segmento atuam com destaque no Estado, como é o caso da Sonatha, que está presente no mercado desde 1992. “Criei a Violinos de Vitória, que hoje é a Sonatha, porque percebi, na época, uma necessidade de profissionalizar os serviços musicais na área de eventos sociais e corporativos aqui”, explica o diretor da empresa, Hariton Nathanaillidis.
Sobre a música instrumental e clássica, ele afirma que é gratificante poder transmitir uma arte que tanto ama. “É um privilégio poder viver dessa arte, e ainda proporcionar momentos preciosos para as pessoas”, diz. Hariton também explica que hoje o mercado está bem diversificado, e garante que os clássicos têm sempre o seu lugar, mas as versões em instrumental de músicas pop ganham cada vez mais lugar de destaque. “Já elaboramos arranjos mais clássicos para músicas de Anitta, Lady Gaga, Maroon 5, Bruno Mars, Jason Mraz, entre tantos outros. Até o hino do Flamengo já arranjamos para orquestra (risos)”.
Tiago Padim, proprietário da Allegretto, afirma que hoje os anfitriões pedem músicas novas repaginadas para a versão clássica Crédito: Dam Fotografia
REPERTÓRIOS REPAGINADOS
Seguindo na linha das produções clássicas, a Allegretto, que existe desde 2010, também faz a produção musical ao vivo para cerimônias e outras festas e eventos. “Trabalhamos tanto com formações de orquestra e coral, quanto bandas de estilos musicais variados, para atender todos os tipos de gostos, estilos e repertórios”, esclarece o violinista e proprietário Tiago Padim.
Segundo Tiago, hoje, os anfitriões também deixaram de lado esse costume (de só optar por clássicos antigos) e passaram a escolher repertórios repaginados, que se encaixam no que gostam, com títulos que são especiais em suas vidas. “Há pouco tempo nossos clientes pediam um repertório totalmente tradicional, como se o evento nem fosse deles, e aquilo só era pedido porque era o que o mercado oferecia, ou simplesmente ‘porque todo mundo fazia assim’, mas mudou, e agora os eventos estão cada vez mais personalizados. Eles escolhem músicas que de alguma forma entraram em suas vidas, e por isso querem eternizá-las”, salienta Tiago.
O músico antecipa que para o fim deste ano e o próximo, o que não vai sair dos ouvidos de todo mundo nas festas vão ser os temas de filmes, como os de "Aladdin" e "Rei Leão", que serão relançados em live action, e músicas mais leves que falam de amor, como as do grupo Melim, e de AnaVitória, além dos clássicos de Sandy & Junior, que voltam super fortes - por conta da turnê da dupla pelo Brasil. “Shallow, a trilha sonora do filme "Nasce uma Estrela" que acabou de ganhar o Oscar, também chegou com tudo neste ano e promete ficar”, complementa o violinista, citando Shallow. Mas é bom salientar: na versão original.
 

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